quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Menino prodígio
Como diria Michael Stipe e Eddie Vedder: "Um dia você será uma estrela." Ben Kweller faz um rock pop hoje que nem Rivers Cuomo sabe como fazer mais. Um dia, vai ser mega.
Bem, ainda voltarei a falar no jovem mancebo, mas aí embaixo está um link com várias opções para baixar o primeiro show do morador mais legal de Austin (por enquanto) e note que há várias músicas novas. Comprei o EP secreto. Depois comento. Baixe e coloque no iPod no repeat.
BEN KWELLER LIVE 2008!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PS - Esse deve ser o último post em algum tempo. O blog vai para temperaturas extremas opostas em um espaço de 15 dias. Caso sobreviva, novidades bem legais por aqui. ;)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Coincidências

Não acredito em sinais. Não acho que existam “avisos” ou “alertas do destino” ou coisas que Paulo Coelho diz para vender um pouco mais. Você acha que se deu mal na prova? Notará que a TV só passa filmes sobre jovens que estão em recuperação no colégio. Está em depressão? Todas as músicas terão um significado parecido, explicando exatamente o que se passa em sua cabeça. Transou sem camisinha? Então, o assunto de todas as conversas parece ser sobre gravidez ou bebês. Normal. A antena de cada um de nós funciona como um rádio dessintonizado, preparada para a freqüência que o subconsciente deseja captar. Nem sei se podemos chamar de coincidências, pois tudo se move para que você encontre o que está procurando inconscientemente. Foi o que aconteceu comigo com o Afghan Whigs nestes dias.
"MOON RIVER", Cover pelo Afghan Whigs
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Antes de mais nada, Afghan Whigs está no meu Top 5 rotativo de maiores bandas de todos os tempos. Sim, dependendo do momento, do clima e da vida, o shuffle da minha mente sempre está patinando em U2, Wilco, Dinosaur Jr., Afghan Whigs e Weezer (para um Top 10, coloque Pearl Jam, Nirvana, Los Hermanos, Faith No More e Beatles). Minha jukebox mental reentrou no mundo de Greg Dulli, talvez o vocalista mais negro que os genes brancos geraram em três décadas, quando quis procurar um EP raro para colocar de exemplo NESTE CONTO BOBO que escrevi. Vi que o primeiro show acústico do Dinosaur Jr, que encontrei na AMOEBA, de Los Angeles, há dois meses, não era tão raro assim. Lembrei de um single raro do Afghan Whigs que encontrei numa lojinha em Washington há dez anos. E como não estava com ele nas mãos, fui procurar o nome exato. Quando entro na maior fonte sobre AW e projetos paralelos de seus integrantes, o Summer Kiss, descubro que a série “33 1/3” dedicou um de seus livros para destrinchar a criação da obra-prima do grupo de Cincinnati que ousou misturar soul e punk em pleno domínio grunge (eles eram da Sub Pop também) nos anos 90: Gentlemen.
"WHAT A JAIL IS LIKE (AO VIVO)", Afghan Whigs
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A surpresa de encontrar a publicação é porque o Afghan Whigs nunca foi um grupo famoso... ou melhor, popular. Sei que tem fãs nobres. O editor-chefe da Q, melhor revista de música do planeta, quando dedicou um especial sobre “Os Melhores Shows da História” (ganhou o Coldplay no V Festival em 2003, com a presença desse que vos escreve), escreveu um editorial sobre a votação e disse que tudo era muito pessoal. Na sua lista, por exemplo, estaria um show do Afghan Whigs. Para um editor inglês (bairrista) admitir isso de um artista americano, é porque estamos diante de algo superior. Lembro que a Rolling Stone, na época do lançamento do Gentlemen estampou que o Afghan Whigs estava destinado a ser maior que os Stones. Além disso, várias trilhas sonoras enfileiraram os Whigs entre suas faixas (Brincando de Seduzir, com Natalie Portman ainda como ninfeta-razão-para-ser-preso; A Bruxa de Blair; Ela é Demais) e ainda enfileiram: No Sufoco, baseado na obra de Chuck Palahniuk, terá uma música do Twilight Singers, grupo atual do vocalista Greg Dulli.
"MY CURSE (AO VIVO)", Afghan Whigs (cantada pelo próprio Dulli)
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A coincidência, fora esse pequeno revival, é que fiz um texto há três anos sobre Gentlemen para o livro Noite Passada Um Disco Salvou Minha Vida. Escrever sobre um álbum desconhecido sem querer ser diferente (a intenção era ser verdadeiro mesmo) é mais ou menos como escutar uma música de um roqueiro morto sem fama e imaginar se alguém mais neste planeta está ouvindo a canção naquele momento. Ter a oportunidade de ler um livro inteiro sobre um disco que você guarda no coração, mas sabe que nunca estará na lista de “CDs que mudaram a música” é uma mistura de saudosismo, alegria, curiosidade e redenção. Meio emocionais para sua própria época (indo da canalhice à meiguice em segundos), os Whigs ainda fizeram dois discaços. Black Love, um disco conceitual pesadíssimo, lindo de se ouvir, mas complicadíssimo de se vender. Mais ou menos um encontro da Motown com Nick Cave. O ponto final na trajetória curta e brilhante do Afghan Whigs foi com outra obra-prima, 1965. Bem mais pop que o anterior, colocou a banda nos trilhos novamente com a química perfeita de soul para dançar até morrer e rock elegante, letras de fazer Jeff Tweedy ter enxaqueca por meses. Gravado em Nova Orleans, mescla vampiros sedutores, mulheres fatais, almas perdidas, ruas iluminadas por luxúria, dançarinas, suor, amor, sexo...
"NEGLEKTED (AO VIVO PELA ÚLTIMA VEZ) - Afghan Whigs
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Diferenças geográficas terminaram sendo a desculpa para o mundo deixar o Afghan Whigs para o passado. Dulli fez o Twilight Singers e o Gutter Twins (com Mark Lanegan, do Screaming Trees). Uma boa coletânea com duas novas músicas saiu ano passado e boatos sobre uma ressurreição foram levantados para o Festival Coachella. Não aconteceu. O Jesus and Mary Chain foi mais rápido. Mas tudo bem. O Afghan Whigs não é para retornar dos mortos. Seu som é tão jovial e sensual que não cairia bem com barrigas proeminentes e cabelos brancos. Afinal, eles nunca foram e nunca serão os Stones. Para o bem ou para o mal.
"Deep Hit Of Morning Sun (Primal Scream Cover)", Gutter Twins
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A coincidência pode ser comprada aqui.
Minha experiência com o Gentlemen poderá ser lida no Fora de Sintonia (ATUALIZADO COM O TEXTO ORIGINAL!!)
Uma pequena coletânea pessoal pode ser baixada aqui (soon).
A última vez que os Whigs pisaram no palco foi registrada e pode ser baixada aqui (thanx to MissMaceo).
E ouça as músicas ao longo do texto acima. Não vão se arrepender. E são meio raras.
Tempo esgotado
Liam parece o insensível da dupla de irmãos que comanda o Oasis. Se mete em brigas, fala besteira o tempo todo sobre outras pessoas, deixa shows no meio e abaixa a cabeça para o mano Noel levar a barca do grupo. De vez em quando se mete a escrever músicas. Não se saiu mal com "Songbird" (cantada um dia ao vivo pelo Coldplay e apelidada por Chris Martin como a música de amor mais linda que já tinha ouvido), do Heathen Chemistry, se não me engano sua primeira composição. No novo disco dos torcedores mais famosos do Manchester City (felizes com Robinho e Jô), Liam entrega uma balada de cortar o coração e, possivelmente, a melhor do CD ao lado de "The Turning" (essa do Noel mesmo): "I'm Outta Time". Incrível imaginar o cabeludo escrevendo a frase "Se eu cair, você estará lá para me aplaudir?". Pessoas mudam, mesmo.
Ainda estou ouvindo Dig Out Your Soul com cuidado para não cair no hype de sempre do Oasis. É engraçado, todo disco é assim: a imprensa diz que é maravilhoso, a volta do Oasis aos tempos áureos de Definitely Maybe e, quando o álbum seguinte sai, fala que o disco anterior era um lixo e que a banda está de volta aos tempos áureos...
Um aperitivo para cantar junto: letra e MP3 de "I'm Outta Time"
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Here's a song
It reminds me of when we were young
Looking back at all the things we've done
You gotta keep on keepin' on
Out to sea
Is the only place I am asleep
Can get myself some piece of mind
You know it's getting hard to fly
If I'm to fall
Would you be there to applaud
Or would you hide behind the law
Because If I am to go
In my heart you grow
And that's where you belong
If I'm to fall
Would you be there to applaud
Or would you hide behind the law
Because If I am to go
In my heart you grow
And that's where you belong
If I'm to fall
Would you be there to applaud
Or would you hide behind the law
Because If I am to go
In my heart you grow
And that's where you belong
Yes I'm out of time
I'm out of time
I'm out of time
I'm out of time
I'm out of time
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Eleições 2008: MP3 grátis do Wilco!
Aqui, você vota na Lacraia, Sérgio Mallandro e outras vagabundagens. Aqui você é obrigado a exercer seu direito a perder uma hora de sua vida pra eleger algum ladrão (ou futuro ladrão) na teta pública.Nos EUA, ninguém é obrigado a votar. Quem se fode é o candidato liberal, porque os mais velhos e conservadores adoram uma cabinezinha de votação, enquanto os jovens não estão muito preocupado com o fim das instituições financeiras como conhecemos. Tentando levantar o índice de votantes, o Wilco colocou a disposição o maravilhoso cover de "I Shall Be Released", de Bob Dylan, com o Fleet Boxes. É de grátis. Você só precisa ir neste LINK, colocar o e-mail e nome e (aham) jurar que vai votar nas próximas eleições americanas. Eu sei, eu sei. Mas pode fazer isso sem culpa. A gente já tem candidato ruim demais para encher as cabeças.
Razões para cair fora do Brasil: Mallu Magalhães
Pô, Marcelo... te conheci sem barba, tocando hardcore e bebendo cerveja em Recife. Mallu(ca) Magalhães é dose!
Meu novo vício
PS - Para quem quiser saber, a música de abertura de Tru Blood é de Jace Everett e chama-se "Bady Things".
Heróis... ou não
Perguntei a Zack Snyder se ele não ficou puto quando viu a série Heroes sugar tantas teorias de Watchmen. Deu para notar claramente que sua feição mudou quanto citei isso, mas ele foi elegante na resposta (uma hora você lerá em determinado veículo de imprensa de circulação nacional - e internacional rs). Bem, o conceito de Watchmen é tão seminal que não dá para ficarmos achando pêlo em ovo realmente. Alan Moore plantou uma semente e suas ramificações estão agora por todos os lugares, de O Cavaleiro das Trevas à X-Men, de Homem-Aranha à Heroes. Então, não é estranho quando autores utilizam determinados ângulos e potencializam tramas. Caso de duas séries de super-heróis que estrearam na mesma semana lá fora: Heroes, na sua terceira temporada, e No Heroics, programinha inglês no primeiro ano. Vi ambas e vamos ao que interessa:
Eram os Deuses astrounautas?
Tim Kring tinha uma missão ingrata pela frente em Heroes. Recuperar todo o terreno perdido depois de uma segunda temporada desastrosa, seja pelo passo de tartaruga do plot (Hiro no Japão feudal) seja pelos erros criativos mesmo (os irmãos latinos chatosos). Como Mike Myers uma vez me falou: o maior erro é deixar enxergarem suas moléculas de desespero no ar (nota fora do contexto: e o que fazer depois de O Guru do Amor, Mike?). E existe um pouco disso nesta estréia do terceiro ano. Querendo agradar demais, Kring trouxe (no primeiro episódio) a volta dos "Heroes" do futuro, uma nova ameaça global (com direito novamente a um símbolo estranho), mais Sylar e um monte de novos vilões.
Não tem problema nisso, mas a fórmula catalisadora sempre tem uma curva de queda. Apostar no clímax logo de cara pode ser um erro. Mas o problema não é meu. Então, o novo capítulo de Heroes é muito melhor que toda a segunda temporada. Foco certo nos personagens certos, novos heróis mostrados com calma e sem exageros e um roteiro com diferenças mitológicas significantes. A maior delas é a entrada do aspecto religioso na série. Mas tenho medo quando isso acontece. Se o assunto não for bem redigido, pode virar uma série de metáforas imbecis como Grant Morrison fez certa vez com sua Liga da Justiça (cada membro era um ícone endeusado). Quando ficção científica começa com raízes científicas e desvia para a discussão teológica, é sinal de desastre pela frente. Outro ponto negativo: ninguém morre mais nessa pinóia, não? Tá parecendo a saga da Fênix nos quadrinhos. Ah, matem logo a Maya.
Sem Heróis
As comédias inglesas são fantásticas. The Office, Coupling, Extras, Little Britain... e por aí vai. No Heroics é uma idéia tão legal, mas tão legal que não sei como não foi feita antes. A idéia é pegar um mundo habitado por super-heróis e imaginar como seria fazer parte de um grupo de amigos com poderes e uniformes pouco respeitado por seus pares. Imagine algo como Coupling com máscaras. Ou um Friends mais pesado e com heróis. Os poderes do pessoal são ridículos (enxergar 60 segundos no futuro, falar com máquinas, combustão) e cada um deles é desajustado. Há o casal separado, há o gay em depressão, a gordinha que não consegue arrumar um homem, o inseguro. Eles se encontram no único pub freqüentado por "especiais" e os diálogos mais insanos surgem. Um sai com uma groupie que só consegue fazer sexo imitando uma donzela em perigo, a outra pede para saber como será o futuro se der em cima de cada cara do bar e rola até um concurso interno entre os heróis para saber quem aparece mais na TV.
Quem lê quadrinhos, sabe que a idéia de um bar somente para esses seres não é nova. Mas nunca foi tratada da maneira certa. Nas HQs, os heróis são perfeitos e geralmente não bebem ou fumam ou transam descompromissadamente. Então, os bares viram ponto de encontro de vilões. E o pior: levam essa patetice a sério. Não há humor, a não ser em Hitman, de Garth Ennis, gibi que lembra muito No Heroics - Ennis é irlandês, vale salientar. De qualquer maneira, leia o que o escritor Warren Ellis (Authority e outros clássicos dos quadrinhos) fala da série. No seu lugar, já teria ela no HD.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Sem palhaçada!
Nunca curti palhaço. Nunca vi graça em marmanjo com cara branca, nariz vermelho e cabelo peruca. Olha que o assunto é bacana. Lembro do Palhaço Pipoquinha, que tinha um programa vagabundo na TV Tambaú (se a memória não falha), em João Pesssoa. Ele tentou se matar ao pular na Lagoa da Cidade, tipo, um esgoto a céu aberto - ainda perdendo de longe para a Marginal paulista, entendam. O foda: não conseguiu. Foi resgatado, perdeu o emprego. Me falaram recentemente que ele finalmente conseguiu seu objetivo, mas não sei se tavam tirando uma da minha cara ou era lorota. Palhaço depressivo é o que há.Há palhaços fumantes, há o palhaço de Poltergeist. Há a capa do primeiro disco do Mr. Bungle, baseado em gibi da linha adulta da DC. Tenho amigos que são palhaços, uns reais, outros falsos.
Mas, por favor, nada de palhaçadinha de agora em diante, Flamengo! Só isso!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Como assim?
Ok, não vamos começar uma caça às bruxas, editoras brasileiras. Que tal, então, aproveitar essa edição maravilhosa, de capa dura, com mais de 100 páginas de material extra, para compensar o tempo perdido?
Ghost World já virou filme estrelado pelas ninfetas Scarlett Johansson e Thora Birch e dirigido por Terry Zwigoff (documentário Crumb e Papai Noel às Avessas) sob o codinome péssimo de Mundo Cão. Péssimo porque, de Mundo Cão, Ghost World não tem nada. A história de Clowes segue duas amigas numa cidade comum dos EUA. Elas, porém, não são suas heroínas comuns. Têm gostos "estranhos" para música, se sentem deslocadas em seu mundo, se vestem de maneira antiquada e se envolvem com os seres mais bizarros. É uma leitura tão marcante e bem escrita, que nem parece não existir na sua língua nativa. As meninas são apaixonantes e as situações são comuns a qualquer adolescente ou pós-adolescente que não sabe o que fazer da vida. Presente de Natal, alguém? ;)
White, Jack White
Quer sacar com mais qualidade a música que Jack White fez com Alicia Keys para o novo Bond, 007 - Quantum Of Solace? A parada ainda está incompleta, mas dá para notar que é bem melhor que "You Know My Name", de Chris Cornell, para Cassino Royale.Os puristas, no entanto, vão ter um ataque do coração, não é, Duda Torelli?
"Another Way To Die - Quantum Of Solace Theme", por Jack White e Alicia Keys
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Enquanto precisamos ouvir Skank e Ivo Meirelles e outros estragando hinos lindos de alguns times do Brasil, Eddie Vedder tirou um tempinho, tipo, 15 minutos, para escrever uma singela homenagem ao seu time de beisebol do coração: Cubs, de Chicago. O Cubs, para quem não sabe (err... quem se importa com beisebol?), é o segundo time de todo americano. É um clube modesto, azarado pra cacete. Mais: saca Febre de Bola, primeiro livro de Nick Hornby, meio autobiográfico, sobre sua relação doentia com o futebol e seu time, o Arsenal? Ele tem uma adaptação para cinema nos EUA (existe uma inglesa também, estrelada por Colin Firth, mas não tem em DVD por aqui) pelos irmãos Farrelly (Quem Vai Ficar Com Mary?), mas trocando o futebol pelo beisebol e o Arsenal pelo Cubs. O filme não é aquela comédia romântica horrorosa e ainda deu sorte para o time, campeão depois de uma virada história (perdia a série por 3 a 0 se não me engano).Ah, a música de Vedder já está tocando em toda a Chicago. Foi adotada mesmo. Não existe (ainda) em CD ou MP3 de estúdio. Mas essa versão ao vivo é bem bacana. Aproveite:
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Tim versus Terra
TIM FESTIVALLado bom: saiu do nefasto Anhembi para tendas no Parque Ibirapuera. Lado horrível: preços incompatíveis com as atrações.
Kanye West - Abriu pro U2, tem um show hip-hip psicodélico bacanudo e música legais. Mas é preciso ser MUITO fã para pagar 250 mangos para ver apenas ele. Sorry, próximo.
The National - Atual queridinho dos indies-dark. Nunca vi ao vivo e seu disco simplesmente não consegue ficar mais de 20 minutos no meu iPod. Tentei, juro. Se fosse mais barato, ia na boa.
MGMT - De cada dez apresentações tediosas e malucas, faz uma boazona. Acho a banda bem fraca. Melhor ficar em casa ouvindo Flaming Lips.
The Gossip - Ótimo show para esquentar a noite. Beth Ditto é simpaticona e não pára quieta. O público fica insano na Inglaterra. Por aqui, não sei como vai ser a recepção.
Klaxons - Taí, seria o único que pagaria bem para ver. Mas como já testemunhei um showzão na Bélgica, só vou se bater a pilha. De qualquer maneira, não perca. A banda fica mais pesada ao vivo. Impossível pensar em dramas da vida com "Golden Skanks" nas alturas. Aposto como será o show do ano do Tim.
Marcelo Camelo - Adoro Los Hermanos e talz. Mas Marcelo Camelo solo, intimista, abrindo para Paul fuckin Weller? Não combina, mas aposto que foi idéia da organização para atrair as viúvas do grupo.
Paul Weller - Não gosto de velho em cima de palco. Mas Weller gastou a idade bem. Não sei se toca alguma do The Jam, mas o disco novo, 22 Dreams, não é de se jogar fora. Vale pela experiência mesmo, mas não morra se não for.
Gogol Bordello - Banda preferida de estudante mala de jornalismo, liderada pelo malucaço Eugene Hütz (você pode vê-lo no maravilhoso Uma Vida Iluminada ao lado de Elijah Wood). Show bem divertido, no qual a banda se esforça para sair da palhaçadinha e fazer música. O ingresso é o mais barato, então...

PLANETA TERRA
Lado bom: preços em conta para uma noite toda de shows. Lado ruim: ainda peca um pouco no casting, mas ganha do rival Tim.
Mallu Magalhães - Acabaram de divulgar que o festival é proibido para menores de 18 anos. Então, aproveitem o ensejo e impeçam a nova mala da música nacional de subir ao palco. Polícia neles! Vão ouvir Neil Young, Belle and Sebastian, Nick Drake, Wilco, Damien Rice, Ryan Adams e descobrir o que é folk de verdade.
The Jesus and Mary Chain - Não terá a deusa Scarlett Johansson cantando "Just Like Honey" como no Festival de Coachella, mas lágrimas prometem descer nas bochechas de muitos marmanjos neste momento. Claro, é uma banda que não está no auge. Então, vá se for fã. Eu vou.
Kaiser Chiefs - Sei que o segundo disco é fraaaaaco (só tem "Ruby") de legal, mas vi os caras num festival a luz do dia e mataram a pau. Sabem controlar o público, volta e meia descem do palco e cantam todos os hits do primeiro disco. Não perca.
Animal Collective - Nunca vi. Nunca ouvi. Mas vou tentar, ok?
Foals - O rival do Klaxons em shows punk-electro legais. Tou drento!
Spoon - Vamos ver uma das grandes bandas americanas do momento e no auge - são de Austin, a cidade mais cool do Texas, recordista de shows por noite. Porra, ouvir "You Got Yr. Cherry Bomb" e "Don´t Make Me a Target" ao vivo vai ser uma pancada.
Bloc Party - Vai ver outra coisa. Volte no fim para ouvir "Helicopter". Assisti à banda ano passado e é horrível. Imagine com o péssimo disco novo.
Offspring - Tá tirando uma da minha cara, né, Planeta Terra? Trocar Raconteurs, o show mais explosivo do rock atual, por esse dinossauro descartável? E o Black Rebel Motorcycle Club? Vacilô.Mancada nas Estrelas
Ok, todo mundo sabe desse projeto de reimaginar (nova moda em Hollywood) Jornada nas Estrelas (veja o trailer) desde o começo, com um novo Kirk, Spock, Scotty, etc. Desde o começo, os boatos davam conta que William Shatner faria uma participação como Kirk, num flashback - Leonard Nimoy, sim, está oficialmente na brincadeira, como ele mesmo me confirmou na San Diego Comic Con do ano passado. Bem, há alguns dias, o diretor J.J. Abrams (Missão: Impossível III, Lost) veio a público para dizer que a aparição do capitão não ia mais rolar. As razões eram as que Shatner não queria apenas uma ponta e teria exigido uma trama mais repleta de "velha guarda".Ninguém entendeu nada e o próprio capitão Kirk gravou um comentário com a filha no seu site para explicar a situação. Aparentemente, ninguém teria entrado em contato com o astro para a tal ponta. Mas ele confirma que não faria apenas uma visitinha relâmpago à produção. Como você pode ver abaixo:
Bem, nunca fui muito fã de Jornada nas Estrelas, mas estou curioso para ver Sylar como Spock (foto bizarra, lá em cima) e o tom mais moderno para as primeiras aventuras da Enterprise.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Um pôr-do-sol barato na TV...
... Ou um pequeno resumo do que há de novo na temporada televisiva americana (já ouviu falar em torrent?)House: O final trágico da última temporada (jogue uma pedra quem não derramou uma lágrima ali) foi o ponto alto da série, e um nível difícil de ser alcançado neste primeiro episódio do novo ano. Então, vá sem compromisso de se importar com o caso da semana (uma feminista lacaia que é internada depois de ter ilusões) e mais para entender o novo estágio do relacionamento de House com o (?) amigo Wilson, convivendo com o luto da perda. Ainda assim, varei a madrugada sem pescar um segundo com Hugh Laurie e suas grosserias.
Fringe: um arremedo de Arquivo X sem o carisma de Duchovny e Anderson. O produtor da série até admitiu que o episódio piloto é fraco em comparação com os outros. Então, vou dar mais uma chance. Sobre o que é? Err... uma agente se envolve sem querer numa rede de casos... err... paranormais e cria uma equipe com um ex-Dawnson's Creek (Joshua Jackson, o Pacey) e seu pai maluco (o meu amigo John Noble, o monarca de Minas Tirith deposto por Viggo Mortensen em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei) para investigar este... err... novo mundo.
Entourage: já falei que começou sem novidade e que precisa engrenar? Pois é.
Tru Blood: paranormal se apaixona por vampiro em Nova Orleans. Sim, poderia ser horrível, mas Alan Ball (Six Feet Under) consegue passar uma mitologia dentuça bem interessante (baseado na série de livros The Southern Vampires), criando metáforas sobre racismo no sul dos EUA. Para quem não sabe, os vampiros saíram do armário e o mundo discute o papel da raça na sociedade. São temidos e fascinantes. Não podem matar e tentam usar uma bebida especial de sangue artificial. Há mercado negro de sangue vampírico. Há casos sexuais fetichistas pesados. Surpreendente, só não pode ficar muito meiga. Ponto ruim: os dentes de esquilo das criaturas.
Californication: Não leia se pretender ver ou não assistiu ao fim da temporada de estréia. Ainda aqui? Ok, o melhor personagem da TV a cabo americana, o escritor mulherengo Hank Moody (David Duchovny, perfeito), conseguiu ter a mulher de volta. Como iniciar uma temporada quando o mais legal era essa tensão sexual entre os personagens? Moody seria amansado? Sim. E não. O amor dele pela esposa é palpável e a filhinha roqueira deles ainda é parte essencial da química, mas Hank Moody é Hank Moody. Pratica sexo oral sem querer em outra garota, é preso, faz vasectomia e começa um novo livro pra salvar o melhor amigo – demitido depois de ser flagrado... Ah, não vou estragar. Ao mesmo tempo dessa sacanagem, Moody está mais romântico e menos presente. Os personagens secundários ganham mais peso, mas ele precisa ser o centro da série. A tensão do casal não parece colar até o final do segundo episódio, quando Hank é solto e precisa encarar a patroa, que solta: "Eu te amo, mas será que isso é suficiente?" Isso mesmo... Queremos nosso autor cachaceiro, fumante, junkie e viciado em sexo de volta ao controle!
Weeds: final de temporada arrebatador. Juro por Deus que Nancy é a personagem mais apaixonante da TV em mil anos. Mary-Louise Parker fica bonita mais velha, seu sorriso cínico e sempre com a boca no canudo de alguma bebida trash, é hipnotizante. A série nunca entra na melancolia. Mas o final do ano parecia ir para o lado oposto com o contador Doug, numa cena de "suicídio" pra lá de hilária. É uma série que tem personagens secundários fantásticos e inesperados. Não há ninguém bonzinho ou malzinho demais aqui. Não há a palavra desespero no dicionário desse universo. Mortes e ameaças são encaradas com a mesma calma. Poderia gerar uma falta de empatia, mas a mudança de cenário a cada ano não deixa isso acontecer. E o destino de Nancy, dedurada como informante para seu amante e chefe, é longe do óbvio. Isso tudo em 25 minutos de show. Emmy já tem dona.
"Mãe, quero ser Emo!"
Cante pra mim
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O ano em que meus ouvidos saíram de férias
Melhor explicar. Algumas músicas que marcaram 2008 para mim. Pode acontecer de uma ou outra ser do final do ano passado, mas que só acabei viciando agora. Bem, está aí uma pequena seleção com alguns comentários sobre as escolhas. Não é 31 Songs, mas não sou Nick Hornby também. Loooonge disso...Raconteurs - "Many Shades Of Black" - Talvez a canção mais perfeita sobre o final de um relacionamento pesado. Tá na fossa? Coloque isso para ouvir e saia pulando de alegria.
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Kings Of Leon - "Sex On Fire" - Levanta até defunto. Acho que até o fim do ano, ela vira minha favorita. Épica, sexy e grudenta. Ao vivo, não quero nem imaginar. Orgias?
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Travis - "Something Anything" - Tenho medo de discos conceituais. Ainda mais porque o Travis é uma banda de letras bem diretas. De qualquer maneira, essa música resgata muito do começo de carreira dos escoceses. Pesada e energética com refrão assoBiável.
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The Fratellis - "Lupe Brown" - Uma nova banda punk-pop desencanada voltando aos anos 60. Tom Hanks iria adorar para seu The Wonders.
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Radiohead - "Last Flowers" - Quem parou apenas no disco 1 do In Rainbows perdeu um segundo CD (fácil de achar na net e que veio com o pacotão de quem comprou no site há um ano quase) tão fantástico quanto o principal. Enfiar essa pérola num bônus é um crime. Chris Martin daria sua esposa para o sacrifício para compor essa melancólica balada levada no piano sobre lembranças ("Houses move and houses speak") e a escapatória eterna ("If You Take Me there You´ll Get Relief). Linda. Mortal.
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Coldplay - "Death And All His Friends" - Por falar em Chris Martin, ele acertou no alvo nesta música também levada no piano, mas com dois tempos diferentes, como marcou todo o disco novo do Coldplay. O CD pode ser chatinho em alguns momentos, mas a junção da alma do Coldplay com a produção pomposa de Brian Eno alcança seu melhor momento aqui em um final apoteótico. Para dançar e se emocionar como o velho grupo do Parachutes.
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Marcelo Camelo - "Mais Tarde" - A música mais "Los Hermanos" do disco solo de Marcelo Camelo. Não faria feio no Ventura, apesar da letra mais desconexa que o normal.
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Lightspeed Champion - "Tell Me What's Worth" - O ex-Test Icicle (melhor nome de banda desconhecida da década) se despe de guitarras para um hino alegre sobre... o racismo.
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Nada Surf - "Beautiful Beat" - Nove Canções é um filmaço sobre sexo e shows de rock. Essa música do último disco do Nada Surf, banda que tocou em São Paulo e King Kong não me deixou ver, é sobre como usar a música para tentar cair fora de qualquer sensação ruim. O refrão gruda feito mulher feia e saca só a letra: "Sometimes all I want is another Drink or another pill/If I could get anything done/Maybe I'd hold still/I'm trying to levitate I'm Trying to leave the ground/Tryin' to remember when i could Fix anything with sound."
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Nine Inch Nails - "Discipline" - A música mais pop do NIN. Em homenagem ao público brasileiro que não comprou ingressos para o show em São Paulo e ele foi cancelado.
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R.E.M. - "Until The Day Is Done" - Finalmente Michael Stipe aprendeu a compor letras sobre o governo americano sem encarar um ritmo chato e mofado. REM da velha guarda. E ainda contratei os caras para tocarem no meu aniversário, dia 10 de novembro, no Via Funchal. Valeu!
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The Kooks - "See the Sun" - Esse frio maluco de São Paulo não combina com o discaço do Kooks, uma das bandinhas novas mais legais que existem - ao vivo ou não. Bem, se você mora num lugar com praia, não perca tempo. Ouça tomando cerveja e comendo paçoca (nordestina).
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Weezer - "The Greatest Man That Ever Lived" - A "Bohemian Rhapsody" do Weezer com toques de galhofagem. Podem falar o que quiserem, mas a piada é maravilhosa e não tem como não cortar o coração na hora do refrão em falsete do Rivers Cuomo: "UUUHHHH, baby/I’ve been told I’m goin’ crazy/Oh baby, But I can’t be held down/Oh baby, Somehow I'm keeping it Steady."
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Wilco - "Glad It's Over" - Jeff Tweedy não deve ser um cara fácil. E se colocando no lugar da mulher (imagino), ele compõe um clássico escondido sobre relações malucas, nas quais casais se machucam, mas não conseguem se livrar um do outro. Meio Paris, Texas... Começa de um jeito e termina de outro completamente diferente, mesmo não perdendo o sentido da letra. Genial.
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Franz Ferdinand - "Lucid Dreams" - Mesmo brincando de lançar singles, o Franz Ferdinand manda uma das melhores músicas do ano. Com direito a barulhinho de vinil (guris, é um troço que veio antes do CD, aquele negócio brilhante que existia antes do iPod).
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Spiritualized - "Soul On Fire" - Quase me lasquei com uma pneumonia braba certa vez e sei que não é fácil. O líder do Spiritualized, que não gravava há anos, quase bateu as botas. Dos males, um discaço sombrio e essa canção bem pra cima.
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Ryan Adams & The Cardinals - "This Is It" - "Me deixe cantar uma música para você que nunca foi cantada antes/Todas as palavras foram feitas para você e nunca foram faladas antes". Odeio quem fica babando Ryan Adams demais. Às vezes, eu sei, é preciso. O cara é um monstro.
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sábado, 13 de setembro de 2008
Será?
Bem, pelo menos é a intenção...
Bond, Bond, Bond!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Notícias que realmente importam!
Show do NIN cancelado em PoA
Tá vendo o que dá marcar um show na mesma noite do Engenheiros do Hawaii?
Jota Quest supera decepção e lança CD de inéditas
Público não se decepciona com CD de inéditas: "Tão ruim quanto imaginávamos!"
Bernardinho diz que fica!
Mas seu ego vai tirar um ano de férias.
Bolivianos interditam ponte e fecham a fronteira com o Mato Grosso do Sul
Essa é a hora, Lula! Aproveita, constrói um muro e ainda cede o Acre em troca de gás.
O Fantasma de Camden Town
Mas nada, naaaaaaada se compara a encontrar uma coisa bunita dessa no meio da noite naquele bairro. No Brasil, seria presa por atentado ao pudor:
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
V de Vingança
Em Portugal, no jogo do Benfica contra um time da terceira divisão suíça, um tabacudo entrou no campo para homenagear o juiz com uma faixa (algo sobre a família que estava no estádio). O indivíduo corria serelépe sem se incomodado até os poderosos oficiais da polícia do país que até hoje guarda tesouro roubado do nazismo (os nazistas roubaram e guardaram nos bancos secretos da Suíça, caso você não tenha conhecimento de história e ache a frase dúbia) entrarem em campo e imobilizarem o sujeito. Não satisfeitos, começam a espacar o cara. E, aê, mermão, os uniformizados notaram que não era o Brasil na parada.... Um dia chegaremos lá. Covardia, nunca.
SALEM - THE BAND!
Bem... o clipe novo dos caras é a coisa mais sinistra que vi desde Marli arrancar a cabeça de uma boneca com aqueles olhos esbugalhados assustadores. O Salem (belo nome, hein?) trafega entre o mau gosto e o mau gosto. O vídeo mostra uma senhorinha deprê se trancando numa garagem pra se matar e começa a ter visões de uma criatura grotesca. Eu não clicaria nesse negóço abaixo se fosse você.
SALEM - DIRT from ACEPHALE on Vimeo.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
My Little Empire
Tá vendo o que acontece quando a Internet cai no trabalho? Fiz uma pequena historinha pra começar outro blog, um blog pra escrever mais besteiras e sem relação com notícias ou cinema ou música, mas tendo relação com isso também. Num entendeu?Nem eu... mas dá uma passada no FORA DE SINTONIA.
Ainda prometo o conto do Radiohead pra essa semana. ;)
Mais do mesmo
Não sei se é pelo fato de trabalhar na área, mas espero uma temporada nova de Entourage como espero pelo próximo jogo do Flamengo. O quarto ano marcou 2007. A trama sobre tropa de Vincent Chase lutando para filmar o polêmico Medellin, história da vida do maior traficante de drogas da Colômbia, Pablo Escobar, foi antológica, repleta de reviravoltas, personagens interessantes e participações especiais hilárias – Stephen Gaghan (Syriana), com certeza uma das melhores entrevistas que já fiz na vida, aparece como o roteirista contratado para arrumar um final para o longa e nem precisa trabalhar para embolsar uma grana alta. O final da temporada foi outro chute certeiro.
O início da quinta prometia.
Mas foi uma chuva de água morna. Seis meses se passaram desde o fiasco de Medellin em Cannes. Vince se exilou numa ilha perdida do México, onde só faz transar, andar de jet ski, transar e comer peixes da fogueira – sim, o clichê existe. Eric, seu empresário e melhor amigo, está tentando levantar sua agência. Johnny Drama, o irmão mais velho, continua na série de TV Five Towns. E o gordinho faz-tudo, Turtle, tenta se dar bem ao lado do companheiro mais famoso na praia. O episódio é basicamente um recomeço para fãs neófitos e uma espécie de mais do mesmo para quem já assiste à série desde o começo. Vince é resgatado para começar um projeto de um filme de terror mesmo contra a vontade. O agente Ari Gold (o sempre hilário Jeremy Piven) é enganado e nada muito engraçado ou importante acontece. Se servir como base para aumentar a audiência, perdoamos. Mas é bom começar a meter uns personagens novos legais a partir do segundo episódio, senão...
***********
Outra coisa legal de Entourage são os projetos fictícios que passam pela mão do grupo liderado por Chase. Alguns deles até chegam a repercutir em Hollywood de verdade. Não sei qual será o da quinta temporada, mas veja quais foram as obras de mentirinha que a série gerou:
* Dirigido por James Cameron, a história do herói submarino da DC Comics se tornou a maior bilheteria de todos os tempos no universo de Entourage. A única cena que vemos do blockbuster é um maremoto invadindo Los Angeles e Aquaman se preparando para a ação.
* Dirigido pelo fake Billy Walsh, um arremedo de Quentin Tarantino, a biografia do traficante tenta mostrar o lado humano de Pablo Escobar e um amor perdido. A quarta temporada basicamente se concentra nestas filmagens. Até site fictício com trailer existe. Saca só.
* Série de TV de Edward Burns sobre uma família de irlandeses que marca a ressurreição da carreira de Johnny Drama.Os Bons Canalhas
Sempre achei o Kings Of Leon um bom grupo de singles. Os caras produzem hits maravilhosos, mas discos que não seguram a onda por inteiro. Isso acabou. Only By Night é bom do começo ao fim. Extremamente sexual (ou sensual), o álbum flerta com Al Green na faixa de abertura, “Closer”, já tocando sem parar no iPod; esquenta com o single “Sex On Fire”, hino de estádio que mostra o aprendizado KoL na época da abertura da tour Vertigo, do U2; passa na “lolitesca” balada “17”; e ainda arruma tempo para uma declaração de amor em “I Want You”. Mas não espere muita sensibilidade dos Followill. Se em “Crawl”, Jared manda um “melhor aprender a rastejar para ir embora”, “Use Somebody” é ainda mais canalhinha – apesar de usar o mesmo coralzinho fofinho do The Thrills. Only By Night é o trabalho de uma banda que enfrentou a fama de ser um Strokes caipira e se tornou um grupo de gente grande, de química perfeita e sabendo aproveitar o fato da mulherada estar a seus pés.Ps - Alguém me mostra uma trinca inicial melhor que “Closer”, “Crawl” e “Sex On Fire” neste ano?
Sem mais delongas...
KINGS OF LEON - ONLY BY NIGHT
Uma amiga disse que ouvir Wilco demais pode ser perigoso. Até agora, o grupo só me deu alegria. Mas lendo isso abaixo, entendo o que ela quis dizer:
“How can I convince you it's me I don't like
And not be so indifferent to the look in your eyes
When I've always been distant
And I've always told lies for love
I'm bound by these choices so hard to make
I'm bound by the feeling so easy to fake
None of this is real enough to take me from you”
A letra funciona melhor com a música. Então, escute e baixe:
WILCO - RESERVATIONS
Boomp3.com
terça-feira, 9 de setembro de 2008
ÔooÔ-Ôooô-Ôoooô....
Kings Of Leon - "Use Somebody" (2008)
Boomp3.com
The Thrills - "The Midnight Choir" (2007)
Boomp3.com
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
A Origem da Vida
> O mundo não é aquele que conhecemos. Se você perdeu muito tempo pensando "De onde vim?", "Para onde vou?" e "Quem eu sou?", pode se preparar para largar a faculdade de filosofia e arrumar emprego de verdade. Melhor: compre um PC.Não tou brincando.
"Querido, acho que essa fila pro show da Madonna está muito lenta">> AQUI EMBAIXO, NERD É DEUS
* Esqueleto gay é coisa do passado. O lance agora é construir novas criaturas do nada.

** O modo mais fácil é comprando Spore. Do mesmo criador de The Sims, o game possibilita o jogador a virar um Deus completo. Você começa controlando amebas, depois cria espécies inteiras, avança civilizações e constrói planetas. Estes planetas vão fazer parte de um universo online ao lado da criação de todos os jogadores que cadastrarem suas espécies na rede do jogo. Sempre quis ver uma dimensão habitada por seres Lovecraftianos? Manda ver nos monstros de mil tentáculos, cem olhos e dez pernas gigantes. Quer um mundo meio Smurfs? Sem problema, capricha no azul. Elaborou um OVNI? Entre nele e veja todos os detalhes da nave. Até personagens famosos podem ganhar clones "sporianos", como você pode notar abaixo:
Como eu só faço jogar e pouco entendo de games, o pessoal da crítica especializada parece ter curtido. A nota mais fraca foi da Wired e ainda assim foi um sete.*** Por falar em Wired, a revista publicou um artigo sobre cientistas que estão mais interessados em fazer um Spore de verdade. Um laboratório em Harvard conseguiu criar novos exemplares de células que, numa série de combinações externas, podem se reproduzir. Como os organismos não fazem isso de maneira auto-suficiente, não podem ser chamados de "nova forma de vida", mas não isso não deve demorar para acontecer.
Mas não acredite no que estou falando. Leia aqui, porque é escrito por quem entende.
A VIDA QUE IMPORTA

>>> Peraí, meu iPod foi inventado em 1979 e ainda tem gente que fica na fila durante dias para comprar um novo?
O lance é que a Apple enfrenta um processo por plágio de patente e foi atrás de um inglês que teria inventado uma forma rudimentar do que hoje conhecemos por iPod. O troço tinha um chip que armazenava 3,5 minutos de música, era retangular e seus controles lembram o do aparelhinho que ninguém vive sem. A estratégia da Apple é mostrar que a Burst.com não tem direito de afirmar que a invenção do iPod foi dela, quando já existia um protótipo criado quase 30 anos atrás.
"A primeira coisa que farei com os milhões de libras será uma plástica para ficar igual ao Brad Pitt"A parte estranha. O sujeito não recebeu nada da empresa de Steve Jobs, apenas a graninha pelo tempo perdido no julgamento e um iPod, quebrado com oito meses de uso. Já viu o filme Mera Coincidência, sobre um grupo de relações públicas do presidente americano que cria um herói de guerra para desviar o foco do escândalo sexual vivido pelo político? Não compro essa história. Inglês não inventou nem o rock, imagina o iPod.
*** Ainda tinha o lance dos Beatles ajudarem na memória, o novo Kings Of Leon... Mas não aguento mais escrever.
Da série "Diálogos Bizarros"
* Depois explico de onde veio isso.
The Rock que nada... (updated)
Perdendo muito da força com a ascensão do Festival de Toronto, Veneza 2008 ressuscita um dos maiores astros dos anos 80, capa de estréia da SET, o inigualável Mickey Rourke. Longe da pinta de galã que exibia na época de Coração Satânico, Nove Semanas e Meia de Amor e Orquídea Selvagem, Rourke agora parece em paz com seu visual grotesco. Mandou ver como o feioso Marv em Sin City e agora parte para ser um dos indicados ao Oscar de melhor ator por The Wrestler. O drama de Darren Aronofsky (dos maravilhosos Pi, Réquiem Para Um Sonho, e do fraco A Fonte da Vida) sobre um "artista" de luta livre decadente conquistou o festival italiano, levando o Leão de Ouro. Wim Wenders, presidente do júri, ainda revelou que deveria entregar mais prêmios à produção – que, por sinal, não tinha distribuidora, mas deve ganhar o abraço da Weistein Company.Quero ver isso. Logo.
UPDATE: A poderosa Fox Searchlight passou a mão nos direitos de distribuição de The Wrestler. Mais fácil de chegar ao Brasil...
Noel na lona!
Sinal que o Oasis não é mais o mesmo! Jay Z vai comprar os direitos do vídeo e colocar no telão de sua próxima turnê.
domingo, 7 de setembro de 2008
Tomorrow never dies
Surf dog
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Sem você, não sou nada.
Voltando ao assunto "bandas meiguei" levantado sabiamente pelo Ombudsman do blog, hoje lembrei do Placebo porque o pessoal do Ocstwosway está liberando vários links com TODOS os lados B do trio.Minha relação com o grupo nunca foi das mais calmas. A paixão foi fulminante quando nos conhecemos em 1996. Nunca tinha ouvido uma banda tão energética e tão melódica ao mesmo tempo. O visual não era essas coisas todas, ainda mais para quem odiava a androginia imposta pelo vocalista Brian Molko, uma espécie de Max Fivelinha (lembra?) de luxo. Mas "36 Degrees" e "Bruise Pristine" faziam qualquer um esquecer essas bobagens.
O namoro esfriou. Quando pensava que estava tudo indo para o ralo, aparece a declaração: Without You, I'm Nothing. Apesar da turbulência do relacionamento por causa de drogas, outras pessoas entrando no círculo de amizade e letras ambíguas, não tinha uma música ruim neste disco. "My Sweet Prince" dava vergonha de cantar, mas dificilmente você vai ouvir algo tão doce e melancólico no trabalho do grupo. "Every You Every Me", "You Don't Care About Us", "Pure Morning" equilibravam perfeitamente o punch com a voz Geddy Lee estranha de Molko. Quando pensava que o jogo estava ganho e a felicidade seria eterna, a depressão surgiu com tudo. Nuvens negras pairaram sobre o Placebo. O vício aumentou. As festas não tinham mais graça. O sexo ficou sem significado. É a época de Black Market Music. Entramos juntos no inferno. "Special K" no cérebro todos os dias. "Black-Eyed" e discos espalhados no chão.
Para nossa própria sobrevivência, passamos três anos sem nos falar. Em 2003, o encontro foi desconfiado. "Será que mudamos muito?". O que a banda quer dizer com Sleeping With Ghosts? Na primeira conversa, "Bulletproof Cupid", nenhuma sensação. Decepção. Mas depois de "English Summer Rain" e, principalmente, "This Picture", a paixão voltou. O destino parecia ajudar. Nos encontramos na Inglaterra em agosto de 2003. Não sei se a ansiedade tomou conta, mas o Placebo ao vivo não funcionou. Fiquei na frente do palco como um idiota. Sabia o set list de cor. Quando entrou o trio, uma brochada completa. A guitarra não funcionou como no estúdio, o punch não existiu. O coração não bateu forte. Voltei decepcionado para o Brasil. Desisti. Tentaram me conquistar depois com covers de "Where's My Mind", certamente no meu top 10 de melhores canções do universo (a original), e "20th Century Boy" (tocando com David Bowie). Mas não adiantou.
O basta foi há dois anos, com "Meds". Houve uma fagulha ao vivo no Brasil, onde a banda fez um showzão com um guitarrista extra no Credicard Hall, mas era tarde demais. Ela apelou para o saudosismo com "Once More With a Feeling", mas já conhecia tudo de cor. Agora, um novo disco está sendo preparado em Londres, com o produtor do Tool e um novo baterista. Será o bastante para aquela paixão adolescente retornar? Difícil. Algo assim só com Afghan Whigs, a maior banda da história que nunca fez sucesso. E isso aê é impossível. Que venham outras...
OS LINKS DIRETOS
Dominação global!!
Apesar da minha presença, não perca. Sinta o aperitivo aqui.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Cansadinha?
Não consigo entender como ele está tão cansado. Afinal, o longa Arquivo X: Eu Quero Acreditar foi dirigido com uma preguiça sem tamanho e nem tem um alienzinho sequer. Já sei, ele viu o próprio filme duas vezes seguidas. Ainda bem que meu plano de saúde cobre esse tipo de coisa, senão acho que teria morrido em O Guru do Amor.





