sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Para Ler e Ouvir - Parte 1
Eu queria fazer um megapost sobre livros pop para quem gosta de Nick Hornby e não sabe mais para onde olhar numa livraria. Bem, resolvi liberar os dois primeiros e vou tentando jogar mais obras do tipo ao longo da existência do blog. Vou tentar colocar pelo menos um par de exemplares resenhados por semana, caso a vida profissional deixe nestes dias que serão turbulentos. Espero que gostem das dicas e me passem algumas também.
Love Is a Mix Tape: Life and Loss, One Song at a Time, de Rob Sheffield
Antes de começar a ler, faça um check-up no coração e tente terminar o livro numa sexta-feira, prestes a sair para dançar com os amigos mais animados. Usando o título que eu gostaria um dia ter inventado ("O amor é uma coletânea de músicas" resume vidas facilmente), o crítico de música Rob Sheffield cataloga o casamento com Renee desde o momento que se encontraram pela primeira vez (ele, nerdão jornalista. Ela, louquinha impulsiva) até a repentina morte dela, vítima de uma embolia pulmonar em 1997. Em comum entre os dois, o gosto musical e o amor. Frases como "Quando ela morreu, não conseguia falar, porque ela era toda minha voz" são destruidoras, mas o início do relacionamento, a passagem pelo grunge e os shows dão a leveza necessária à obra.
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Killing Yourself To Live, de Chuck Klosterman
Ex-repórter da revista Spin, Chuck Klosterman é uma mistura dos roteiros de Gilmore Girls (sim, eu gosto e não sou gay) com a obsessão musical de Nick Hornby. Neste segundo livro, ele decide pegar o carro e sair pelos Estados Unidos para visitar os locais de grandes tragédias musicais, como o lugar onde o avião de Buddy Holly se espatifou e a mansão de Kurt Cobain. Na viagem, se recorda de suas três grandes namoradas e o grande amor de sua vida, ligando as garotas aos quatro membros do Kiss. Há diálogos muito bem sacados que poucos imaginariam no mundo real, como qual canção dos Beatles seria perfeita para um suicídio (Chuck escolhe "Tomorrow Never Knows"; eu ouviria "This Boy", primeira música que ouvi do quarteto). O título do livro vem do Black Sabbath. Comprar na Amazon
Love Is a Mix Tape: Life and Loss, One Song at a Time, de Rob SheffieldAntes de começar a ler, faça um check-up no coração e tente terminar o livro numa sexta-feira, prestes a sair para dançar com os amigos mais animados. Usando o título que eu gostaria um dia ter inventado ("O amor é uma coletânea de músicas" resume vidas facilmente), o crítico de música Rob Sheffield cataloga o casamento com Renee desde o momento que se encontraram pela primeira vez (ele, nerdão jornalista. Ela, louquinha impulsiva) até a repentina morte dela, vítima de uma embolia pulmonar em 1997. Em comum entre os dois, o gosto musical e o amor. Frases como "Quando ela morreu, não conseguia falar, porque ela era toda minha voz" são destruidoras, mas o início do relacionamento, a passagem pelo grunge e os shows dão a leveza necessária à obra.
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Killing Yourself To Live, de Chuck KlostermanEx-repórter da revista Spin, Chuck Klosterman é uma mistura dos roteiros de Gilmore Girls (sim, eu gosto e não sou gay) com a obsessão musical de Nick Hornby. Neste segundo livro, ele decide pegar o carro e sair pelos Estados Unidos para visitar os locais de grandes tragédias musicais, como o lugar onde o avião de Buddy Holly se espatifou e a mansão de Kurt Cobain. Na viagem, se recorda de suas três grandes namoradas e o grande amor de sua vida, ligando as garotas aos quatro membros do Kiss. Há diálogos muito bem sacados que poucos imaginariam no mundo real, como qual canção dos Beatles seria perfeita para um suicídio (Chuck escolhe "Tomorrow Never Knows"; eu ouviria "This Boy", primeira música que ouvi do quarteto). O título do livro vem do Black Sabbath. Comprar na Amazon
Os Estados Unidos de Tara
Saudades de Juno? Baixa a série United States Of Tara, escrita por Diablo Cody – mulher que cria os melhores personagens irreais da atualidade – e produzida por Spielberg. Dirigida pelo mesmo cara de Lars And The Real Girl e estrelada por Toni Collette (O Sexto Sentido) como uma mãe de família que tem quatro personalidades diferentes (a normal, uma adolescente doidinha, um sujeito grosseirão e uma dona de casa estilo a dondoca da Marcia Cross em Desperate Housewives). A série ainda precisa de um gancho forte pra manter a atenção, mas o grande barato mesmo é a abertura em pop-art. A música é uma nova do Polyphonic Spree, que faz um bom tempo que não lança nada. É bem legal. Vê aí abaixo.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Entre Quatro Paredes
O pessoal da Mondo Tees aloprou dessa vez. Mandou ver um pôster iradíssimo de Hedwig And The Angry Inch, filmaço bizarro de rock, e um estiloso cartaz da maior produção de cinema de todos os tempos, O Poderoso Chefão. Trinta doletas cada. Pena que não posso comprar agora, mas esse do Godfather um dia estará numa parede próxima.
Você precisa lutar até o dia da morte
Estou preparando dois posts legais, juro – e ainda tem a provável volta do Pavement. Mas, por enquanto, fiquem com o vídeo da apresentação de Ben Kweller no David Letterman, dia 26 de janeiro. Ele toca "Fight", do novo Changing Horses. Quem quiser comprar, adianto que vale muito a pena. Valeu...
Time to think
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Saco cheio de...

...Obama. O fim da picada foi o Fantástico "pegando as receitas do banquete da posse, cozinhando e levando para o povo da Portela experimentar." Sem nexo total, apenas pra quem é estudante de jornalismo ("precisamos pegar um assunto americano e traduzir para a brasileiraridadji").
As eleições vão demorar pra chegar? Tou com saudade da Sarah Palin, Jorge Busha e da Tina Fey no SNL. Mundim chato, sô.
*UPDATE: Tá vendo? Falei do Obamão e cinco segundos depois o blog bombou com um porrilhão de gente de outros países. Como é fácil ficar famoso. ehehhe
sábado, 24 de janeiro de 2009
Nada Mais Importa

O Metallica divulgou o set list do game estilo Rock Band/Guitar Hero estrelado pela banda. Agora só falta liberarem as músicas do Rock Beatles Hero (título falso, galera). Vamos à pancada:
All Nightmare Long'
'Battery'
'Creeping Death'
'Disposable Heroes'
'Dyers Eve'
'Enter Sandman'
'Fade To Black'
'Fight Fire With Fire'
'For Whom The Bell Tolls'
'Frantic'
'Fuel'
'Hit The Lights'
'King Nothing'
'Master Of Puppets'
'Mercyful Fate (Medley)'
'No Leaf Clover'
'Nothing Else Matters'
'One'
'Orion'
'Sad But True'
'Seek And Destroy'
'The Memory Remains'
'The Shortest Straw'
'The Thing That Should Not Be'
'The Unforgiven'
'Welcome Home (Sanitarium)'
'Wherever I May Roam'
'Whiplash'
'Battery'
'Creeping Death'
'Disposable Heroes'
'Dyers Eve'
'Enter Sandman'
'Fade To Black'
'Fight Fire With Fire'
'For Whom The Bell Tolls'
'Frantic'
'Fuel'
'Hit The Lights'
'King Nothing'
'Master Of Puppets'
'Mercyful Fate (Medley)'
'No Leaf Clover'
'Nothing Else Matters'
'One'
'Orion'
'Sad But True'
'Seek And Destroy'
'The Memory Remains'
'The Shortest Straw'
'The Thing That Should Not Be'
'The Unforgiven'
'Welcome Home (Sanitarium)'
'Wherever I May Roam'
'Whiplash'
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Lost: Quinta Temporada

Como diria Chris Martin, "Só porque estou perdendo, não significa que estou perdido."
A obsessão pelo tempo parecia passageira. No final dos anos 90, diziam que era a proximidade com o fim do século que levantava essa urgência. Outros agora falam que o passar dos anos nos deixa mais ansiosos e, por consequência, menos conectados com o presente. São aqueles tempos que parecem borrões, cujas lembranças são como palavras mal apagadas na lousa do professor do colégio. A cultura pop parece um pouco mais interessada em violar o passar dos ponteiros e parar o mecanismo real da vida, deixar de querer viver como um enfadonho relógio suíço. Não em termos de fantasias escapistas no estilo De Volta para o Futuro (obra-prima, btw). Mas de forma mais profunda, na falta de uma palavra melhor.
Donnie Darko tratava dessa possibilidade de várias dimensões temporais. Benjamin Button tenta entender o conceito de vida dentro da limitação do tempo em qualquer que seja a via. E Lost, na quinta e nova temporada, quer brincar com teorias quânticas, relativas e teológicas – não vou tentar me aprofundar no assunto, senão o Ombudsman do blog se irrita, porque ele entende muito mais sobre isso que esse pobre mortal.
Lost inicia o novo ano com um mundo normal três anos no futuro e uma ilha pulando nas faixas temporais de passado, presente e futuro. Pela primeira vez na história da série, um mistério do ano anterior é aprofundado e não apenas esquecido como um rascunho em papel de cientista frustrado. Lost agora é radicalmente uma série de ficção científica e, ao que tudo indica, vai se dedicar às viagens no tempo até o fim de seus dias – em 2011. Os personagens agora serão náufragos não somente físicos, mas temporais. E a âncora é Desmond. Desmond e a única constante que pode salvar suas vidas: o amor eterno por Penny. Em determinado momento, Locke quase é esmagado pelo avião que transportava drogas da África (referência a seu contraponto ideológico, Mr. Eko) e por pouco não é morto pelo falecido Ethan (o primo do Tom Cruise). Vssshh... um clarão e Locke já está no presente (?), do lado do avião habitado por esqueletos, e com Richard (prefeito de Gotham City e um dos Outros) dando uma mãozinha antes de outra navegação temporal. Por sua vez, o estudioso engravatado de Jeremy Davies encontra o Desmond do passado, enfurnado na escotilha, achando que o mundo todo estava exterminado. "Você é especial", tenta explicar o físico para aquele macacão amarelo de máscara. "Você precisa encontrar minha mãe. Em Oxford." Vsshhh... mais um clarão leva o pobre coitado para outro trilho dimensional.
Engraçado tudo terminar em Oxford. Além da cidadezinha (linda) ser local de nascimento (cultural, pelo menos) do Radiohead, Tolkien, C.S. Lewis, Philip Pullman e Lewis Carroll, ela consegue ter a igreja mais antiga da Inglaterra, de onde você enxerga toda a região (conveniente para alertar ataques na Idade Média), e as cabeças mais brilhantes da atualidade. Uma universidade gigantesca e pubs com guinness de primeira. É de lá que a teoria do tempo sairá para explicar Lost. Uma cidade feita para isso. Mas espero que você não tenha perdido seu tempo lendo esse devaneio. Melhor eu voltar a ver The Office, 30 Rock e House.
Trilha do momento: "Time Is Running Out", Muse.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Watchmen: A HQ em movimento

Ahá, nerd que é nerd mora no porão da avó, pesa mais de cem quilos e já odeia Watchmen, a adaptação para cinema de Zack Snyder, diretor de 300.
Mas o capitalismo é uma coisa linda. E pensa nessas criaturas que não se reproduzem.
Então, nerd que é nerd não vai ver Watchmen, mas comprar o DVD (ou blu-ray, caso seja um nerd endinheirado) WATCHMEN - THE MOTION COMIC. O que diabos é isso? Bem, tá ligado naqueles antigos desenhos da Marvel que os heróis não se mexiam, apenas os cenários? Então, seria a versão 2009 da parada. É a revista toda em DVD, com movimentos limitados dos personagens, sons, diálogos dublados e narrações para você ouvir o belo texto de Alan Moore.
Por falar no autor, ele não tem nada a ver com o projeto. O desenhista Dave Gibbons, que não é besta, supervisiona a brincadeira sozinho, embolsa a grana sem vergonha de ser feliz e ainda aproveita o hype do filme. A nerdice sai três dias antes de Watchmen, a adaptação mais esperada e encrencada da história dos quadrinhos no cinema.
U2 na América do Sul?
O jornal colombiano El Tiempo informa que uma nova arena bancada pela poderosa CIE está sendo finalizada nestes próximos meses e que os produtores entraram em contato com o U2 para trazer a nova tour para a Bogotá em 2009 (nota do blogueiro: duvido, já que a tour sempre vai primeiro para Europa e EUA) para lançar No Line On The Horizon.
Trecho que interessa:
Agregó que su empresa entró en contacto con la firma Live Nation, que maneja los conciertos de U2, para ofrecer un concierto en Bogotá, aunque aún no se conocen ni las fechas ni las sedes de las presentaciones con las que este grupo promocionará su nuevo álbum, 'No line on the Horizon'.
E uma colunista do jornal venezuelano El Nacional diz que o prefeito roqueiro (aham) de uma província do país já teria acertado um concerto grátis da banda e que Bono tem planos de encontrar Hugo Chavez.
Não duvido que, em alguns dias, Gil ou Ivetão declare que o U2 terá um bloco em Salvador ano que vem. O Domingo Sangrento Domingo Folia!
Oscar 2009: Análise dos Indicados
Benjamin Button está certo. Envelhecemos para terminar em fraldas. A Academia provou isso hoje. Como crianças birrentas e mimadas, os velhinhos preferiram esquecer Batman – O Cavaleiro das Trevas, indicado a TODOS os prêmios de Sindicatos (cujos membros são da Academia), em favor de O Leitor, de Stephen Daldry.
Isso talvez seja o passo mais retrógrado do Oscar desde a não consagração de O Segredo de Brokeback Mountain há três anos. Seria a chance de unir um fenômeno de bilheteria, um evento único de cultura pop, com um filme tecnicamente perfeito, que servirá de referência para sempre em seu gênero. Seria a volta das grandes audiências. O Cavaleiro das Trevas não ganharia, claro, mas seria bacana mostrar que os membros caminham de acordo com a modernidade. Trocar o espetáculo de Batman por O Leitor é como esquecer Titanic e O Senhor dos Anéis em seus respectivos anos.
A Academia volta à Idade das Trevas em 2009. Outra prova? As indicações para todos os principais atores de Dúvida. Viola Davis tem apenas uma cena (forte) no filme, Meryl Streep é basicamente a versão carola da sua chefe megera em O Diabo Veste Prada, Amy Adams chega a irritar de tão boba e Philip Seymour Hoffman, bem bom, está muuuuiiito melhor em Synecdoche, New York. Mas, basta tratar de um assunto batido, e Oscar na certa. Religião, intolerância e crianças no meio são clichês que pensávamos estar extintos. Só faltou o nazismo para Dúvida, mas ele está em O Leitor, completando o Oscar mais Oscar da década.
Esses temas até geram bons filmes, como Milk e O Leitor. No entanto, ver O Lutador em duas categorias apenas, O Cavaleiro das Trevas em cinco (quatro técnicas) e Vicky Cristina Barcelona apenas em atriz coadjuvante chega a ser um absurdo. Para indicar Na Mira do Chefe? O roteiro óbvio e teatral de Dúvida?
Nem tudo foi ruim no anúncio. O Curioso Caso de Benjamin Button é um filmaço. Quem Quer Ser Um Milionário? é uma fábula lindíssima. Milk tem um elenco primoroso. Frost/Nixon é um thriller político como há muito não se via. Robert Downey Jr., Mickey Rourke e Marisa Tomei merecem uma mesa só para os três encherem a lata na noite de premiação. E quero ver se Sean Penn vai comparecer à festa de novo – lembrando que seu maravilhoso Na Natureza Selvagem foi a vítima do ano passado.
Pelo menos, Heath Ledger fará o gol de honra. E ninguém tasca o Oscar de Wall•E.
Todos os indicados ao Oscar 2009 na página oficial do prêmio.
Oscar 2009: Os Efeitos de Benjamin Button
O futuro vencedor da categoria de Melhor Efeitos Visuais. Entenda um pouco como Brad Pitt volta no tempo e ninguém percebe o computador por trás de O Curioso Caso de Benjamin Button.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Oscar 2009: As Apostas
Amanhã de manhã tem anúncio do Oscar. Minhas apostas:
* Depois do meio-dia, podem me cobrar os erros e os acertos.
Melhor filme
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
Quem Quer Ser Um Milionário
Milk
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
Quem Quer Ser Um Milionário
Milk
Quem poderia entrar: O Lutador no lugar de Milk
Melhor diretor
Christopher Nolan
Gus Van Sant
David Fincher
Danny Boyle
Ron Howard
Christopher Nolan
Gus Van Sant
David Fincher
Danny Boyle
Ron Howard
Quem poderia entrar: Darren Aronofsky no lugar de Gus Van Sant
* Depois do meio-dia, podem me cobrar os erros e os acertos.
Oscar 2009: As Desculpas
Ainda hoje coloco minhas apostas para filme e diretor no Oscar 2009, cujas indicações saem amanhã, 11h30 da matina aqui no Brasil. Aproveito para adiantar abaixo a desculpa para cada um dos "candidatos" ao prêmio em caso de esquecimento da Academia, ok?
Batman – O Cavaleiro das Trevas: pop demais.
Milk: gay demais.
Quem Quer Ser Um Milionário: indiano demais.
Dúvida: exagerado demais.
Foi Apenas Um Sonho: deprê demais.
O Lutador: testosterona demais.
Frost/Nixon: político demais.
O Leitor: polêmico demais.
Wall•E: animado demais.
O Curioso Caso de Benjamin Button: esquisito demais.
Gran Torino: velho demais.
Defiance: besta demais.
Valsa com Bashir: sofrimento demais.
Vicky Cristina Barcelona: turístico demais.
A Troca: triste demais.
Trovão Tropical: engraçado demais.
Milk: gay demais.
Quem Quer Ser Um Milionário: indiano demais.
Dúvida: exagerado demais.
Foi Apenas Um Sonho: deprê demais.
O Lutador: testosterona demais.
Frost/Nixon: político demais.
O Leitor: polêmico demais.
Wall•E: animado demais.
O Curioso Caso de Benjamin Button: esquisito demais.
Gran Torino: velho demais.
Defiance: besta demais.
Valsa com Bashir: sofrimento demais.
Vicky Cristina Barcelona: turístico demais.
A Troca: triste demais.
Trovão Tropical: engraçado demais.
I Wish I Was There

Ganhei hoje esse ingresso de uma amiga que esteve na turnê de todas as turnês do U2. Ele foi, como dá pra notar, no show no Japão. Sentadinha, coitada. Mas ela estava feliz e hoje faz inveja aos mortais. Foi a primeira tour que acompanhei direito da banda, comprando bootlegs, gravando vídeos, vendo especiais de TV. Até hoje, não me canso de ver aquela parafernália visual concebida por Anton Corbjin e o lado irônico do U2. Músicas inovadoras, personagens teatrais, McPhisto, participações de líderes, Salman Rushdie em Wembley, ligações para presidentes e outros líderes políticos, carros voadores, cabines com depoimentos dos fãs, Lou Reed, Zooropa, Achtung Baby!.
Que negócio de posse de Obama, porra nenhuma. Momento histórico era pisar na Zoo TV. E o ingresso agora vai para um quadro especial, acompanhar as credenciais da POPMart e Vertigo, ingressos do Coldplay no V2003, Radiohead no Malahide Castle, Wilco em New Orleans, NIN em Nova York, Weezer em Curitiba e San Francisco, Smashing Pumpkins em Washington, Aimee Mann em LA, Reading Festival, Rock Werchter, Teenage Fanclub em Londres, Pavement no Irving Plaza, Travis em Dublin, Dinosaur Jr. em Amsterdam, Muse em Leuven, Nirvana em São Paulo, Strokes/Kings Of Leon/Arcade Fire/Wilco no Rio de Janeiro, Chico Science e Nação Zumbi no Abril Pro Rock, Man Or Astroman no Nordeste, White Stripes em SP, Buffalo Tom em Manhattan, Pearl Jam em SP/NY/Bélgica, Hope of The States em Londres, Queens of the Stone Age na Inglaterra... E tudo começou com o Faith No More em Recife. Good ol' Times.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Rebobine, Por Favor
Acho muito legal quando uma matéria se dedica extremamente ao objeto de sua apreciação. O Curioso Caso de Benjamin Button é um pingo de mágica no meio de um oceano de cinismo nos cinemas. Queria ter escrito toda a matéria ao contrário, como na vida do protagonista. Mas não sou tão inteligente assim para dar uma de Italo Calvino e jornalismo não é literatura – apesar de ter pitadas da idéia original. Ainda assim, acho que foi uma das matérias mais especiais que fizemos, principalmente porque demos sorte de ganhar as páginas extras para sua realização. A editora de arte da SET embarcou na viagem e acredito que valeu a pena. Vou colocar o primeiro parágrafo para me gabar, ok?

Fim. Começo. Inverta a ordem natural do universo e você notará que o espaço entre um ponto e outro é uma constante familiar, facilmente reconhecível. E assim é a vida, com seus amores, perdas e experiências que não dependem essencialmente do sentido do nascimento e morte. Quem nunca desejou ter nascido velho e morrer jovem, unindo a vitalidade do corpo com a maturidade da mente? O escritor americano Mark Twain (As Aventuras de Huckleberry Finn) um dia falou que “a vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente nos aproximarmos dos 18.” Ele certamente não imaginou as consequências de tal fantasia. Mas outro romancista, F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), resolveu transformar a possibilidade em um divertido conto em 1922. 70 anos depois, O Curioso Caso de Benjamin Button foi parar na mesa de David Fincher, que engatinhava nos longas com o polêmico Alien3. Apesar de não ter seguido em frente com o projeto, o diretor nunca esqueceu aquela fantástica história sobre um homem que nasce velho e morre jovem.
Como em certas relações eternas, ainda não era hora...

REBOBINE, POR FAVOR
David Fincher e Brad Pitt retomam a parceria de Se7en e Clube da Luta para realizar um antigo sonho em O Curioso Caso de Benjamin Button
David Fincher e Brad Pitt retomam a parceria de Se7en e Clube da Luta para realizar um antigo sonho em O Curioso Caso de Benjamin Button
Fim. Começo. Inverta a ordem natural do universo e você notará que o espaço entre um ponto e outro é uma constante familiar, facilmente reconhecível. E assim é a vida, com seus amores, perdas e experiências que não dependem essencialmente do sentido do nascimento e morte. Quem nunca desejou ter nascido velho e morrer jovem, unindo a vitalidade do corpo com a maturidade da mente? O escritor americano Mark Twain (As Aventuras de Huckleberry Finn) um dia falou que “a vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente nos aproximarmos dos 18.” Ele certamente não imaginou as consequências de tal fantasia. Mas outro romancista, F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), resolveu transformar a possibilidade em um divertido conto em 1922. 70 anos depois, O Curioso Caso de Benjamin Button foi parar na mesa de David Fincher, que engatinhava nos longas com o polêmico Alien3. Apesar de não ter seguido em frente com o projeto, o diretor nunca esqueceu aquela fantástica história sobre um homem que nasce velho e morre jovem.
Como em certas relações eternas, ainda não era hora...
Se interessar, leia o resto na edição de janeiro de SET. ;)
Hype de c* é r*: Aline
Pior que Mallu Magalhães é a "versão" da cantora mala para a TV: Aline. E a palavra que rola é que a Globo vai exibir mais alguns episódios da série "baseada" na personagem homônima de Adão Iturrusgarai, uma menina (Maria Flor, péssima) que dorme e mora com dois namorados (uhh, que coisa mais chocante... nos anos 90!!). Fico feliz, porque Adão é gente boa e merece uma grana extra, mas o programa é uma das coisas mais toscas, sem nexo e mal interpretadas que já surgiram na TV em todos os tempos. É vergonhoso, as piadas são antigas, há clichês inacreditáveis de sequências (fast-forwards no melhor estilo Trapalhões anos 80), roteiro nulo e o pior daquele clima FAAP de forçar a modernidade, achando que ser cool é ser maluquinho e tatuado. Só faltou CSS na trilha e citar Clarah Averbuck pra completar o pacote mamãe-quero-ser-indie-e-fazer-sucesso. Nem para isso os neurônios dos produtors serviram. Guel Arraes e Jorge Furtado... espero que o dinheiro tenha sido o suficiente para pagar o aluguel dos próximos mil anos. Carlos Gebase, parabéns por mais essa pérola na carreira. Da próxima vez, consultem os filhos ou os amigos jovens para saber um pouco sobre adolescência hoje em dia.Aposto que vão exibir quando a grade estiver com muito espaço em branco. Tipo, meio das férias escolares, depois dos desfiles de Carnaval no Rio, após o Jô Soares, depois do Serginho Groissman, Antes do Luciano Huck, entre o Vídeo Show e a Sessão da Tarde ou na hora de algum culto na Record.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Duas Linhas no Horizonte?
"Get On Your Boots", primeiro single do novo disco do U2, foi jogado ao mundo hoje. Uma mistura de "Vertigo" com "Fast Cars", um Lado B com pitadas de som árabe, é uma das faixas mais poderosas que ouvi do grupo desde "The Fly". Inovadora, mas ainda reconhecível.
O disco completo, No Line On The Horizon, sai em 3 de março. A capa é uma fotografia do japonês Hiroshi Sugimoto, homenageado por Bono no último show da tour Vertigo, em 2006.
E uma pequena tempestade se forma...
O uso da imagem não é exclusividade do U2. Há dois anos, os artistas Richard Chartier e Taylor Deupree fizeram um disco experimental chamado “specification.fifteen" em acordo com uma exposição no museu Hirshhorn em Washington DC. O sujeito do 12k (não conheço o projeto, sorry) não gostou de Sugimoto ter vendido a foto novamente e colocou no blog sua revolta. Ele não culpa o U2 por nada, apenas não gostou da "traição" do oriental. Os detratores podem ir com calma. Não é a primeira vez que uma foto famosa é usada para capas de CDs de artistas diferentes e o design é diferente.
Mas o U2 nunca sai da mesmice em relação a seus fotógrafos (Anton Corbijn, Phil Joanou) e, quando o faz, me apronta uma dessas? E nem acho a imagem incrível. Bem, olhem a confusão abaixo:
O disco completo, No Line On The Horizon, sai em 3 de março. A capa é uma fotografia do japonês Hiroshi Sugimoto, homenageado por Bono no último show da tour Vertigo, em 2006.
E uma pequena tempestade se forma...
O uso da imagem não é exclusividade do U2. Há dois anos, os artistas Richard Chartier e Taylor Deupree fizeram um disco experimental chamado “specification.fifteen" em acordo com uma exposição no museu Hirshhorn em Washington DC. O sujeito do 12k (não conheço o projeto, sorry) não gostou de Sugimoto ter vendido a foto novamente e colocou no blog sua revolta. Ele não culpa o U2 por nada, apenas não gostou da "traição" do oriental. Os detratores podem ir com calma. Não é a primeira vez que uma foto famosa é usada para capas de CDs de artistas diferentes e o design é diferente.
Mas o U2 nunca sai da mesmice em relação a seus fotógrafos (Anton Corbijn, Phil Joanou) e, quando o faz, me apronta uma dessas? E nem acho a imagem incrível. Bem, olhem a confusão abaixo:
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