quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Ryan Adams: "Fix It" (ao vivo no David Letterman)
Juro por Zico que o vício nesta música tá foda. E essa versão ao vivo no David Letterman ficou ainda melhor que em estúdio.
Game de 2009

Um "Rock Band" somente dos Beatles e com estrutura toda nova? Demorô!!
Agora só faltam:
Rock Band - U2
Rock Band - Wilco
Rock band - Brega brasileiro
Rock Band - Rolling Stones
Rock Band - Afghan Whigs (eheheh)
Sam Mendes em Preacher!!!
Conspirações religiosas, organizações políticas bizarras, personagens devassos, um vampiro bêbado, uma namorada casca-grossa, o céu e o inferno em guerra, descendentes de Jesus pouco brilhantes, diálogos que só quadrinhos de alto nível produzem. Isso é Preacher.
Agora, não sei qual o caminho Sam Mendes, um sujeito estiloso e elegante, vai seguir pela obra de Garth Ennis e Steve Dillon. Mendes é um sujeito calmo, inteligente e mais em comum com o classudo Revolutionary Road, estrelado por sua esposa, Kate Winslet, e Leo DiCaprio – casal de Titanic. Agora, não vamos esquecer que Mendes já adaptou um gibi bacanudo: Estrada Para Perdição, com Tom Hanks e o já saudoso Paul Newman. Desde já, se a maldição de Preacher não interferir, é o longa a ser esperado para os próximos anos. Para o papel de Jesse? Não votaria em Marsden. Se minha vontade significasse algo: chamaria Josh Brolin para ser o protagonista, Colin Farrell como o vampiro irlandês Cassidy e Charlize Theron para viver Tulip.
Por falar em Preacher, a Pixel está lançando Memórias, encadernado que reúne alguns dos especiais do título, inclusive a História do Cara de Cu e O Cavaleiro Altivo, traduzidas por esse que vos escreve.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Coisas que não quero ver na vida
* Rob Cohen dirigindo um filme de 007.
* Um desenho animado de Calvin e Haroldo.
* Mais Star Wars.
* Mark Millar e seu épico do Super-Homem em três partes (a última mostrando o herói sozinho no planeta, quando o sol vira vermelho).
* Mais de duas horas de Che Guevara.
* Madonna.
* Um musical sobre Cleópatra dirigido por Steven Soderbergh.
* Qualquer coisa de Bollywood.
* Tom Hanks e Nicolas Cage juntos em um filme e com cabelos parecidos.
* A continuação de Eu Sou a Lenda.
* Filme brasileiro sobre como é sofrida a vida no sertão.
* Filme brasileiro sobre como é sofrida a vida nas grandes cidades.
* Filme do Uwe Boll.
* Ryan Reynolds como herói de ação.
* Hillary Swank como femme fatale.
* Mais um Indiana Jones.
* Don Cheadle substituindo Terrence Howard em Homem de Ferro 2.
* Liga da Justiça com atores "jovens" e dirigido por George Miller.
* Dramas sobre filhos procurando os pais.
* Comédias sobre pais procurando filhos.
* Leonardo DiCaprio com cara de mau.
* Mais um Piratas do Caribe.
* Manchetes sobre Harry Potter que falam "Harry Potter encara a adolescência".
* A palavra "reimaginação".
* Outro Duro de Matar com censura baixa.
* Cinebios de astros da música mortos.
* Marcos Palmeira interpretando nordestino.
* Propaganda de antiácido estrelada por Lázaro Ramos.
* A voz do Zé do Caixão (neste caso, ouvir).
* Imagens rápidas de nuvens passando para dar idéia de tempo.
Continua em outro dia de mau humor...
* Um desenho animado de Calvin e Haroldo.
* Mais Star Wars.
* Mark Millar e seu épico do Super-Homem em três partes (a última mostrando o herói sozinho no planeta, quando o sol vira vermelho).
* Mais de duas horas de Che Guevara.
* Madonna.
* Um musical sobre Cleópatra dirigido por Steven Soderbergh.
* Qualquer coisa de Bollywood.
* Tom Hanks e Nicolas Cage juntos em um filme e com cabelos parecidos.
* A continuação de Eu Sou a Lenda.
* Filme brasileiro sobre como é sofrida a vida no sertão.
* Filme brasileiro sobre como é sofrida a vida nas grandes cidades.
* Filme do Uwe Boll.
* Ryan Reynolds como herói de ação.
* Hillary Swank como femme fatale.
* Mais um Indiana Jones.
* Don Cheadle substituindo Terrence Howard em Homem de Ferro 2.
* Liga da Justiça com atores "jovens" e dirigido por George Miller.
* Dramas sobre filhos procurando os pais.
* Comédias sobre pais procurando filhos.
* Leonardo DiCaprio com cara de mau.
* Mais um Piratas do Caribe.
* Manchetes sobre Harry Potter que falam "Harry Potter encara a adolescência".
* A palavra "reimaginação".
* Outro Duro de Matar com censura baixa.
* Cinebios de astros da música mortos.
* Marcos Palmeira interpretando nordestino.
* Propaganda de antiácido estrelada por Lázaro Ramos.
* A voz do Zé do Caixão (neste caso, ouvir).
* Imagens rápidas de nuvens passando para dar idéia de tempo.
Continua em outro dia de mau humor...
Natal longe de casa
Quem precisa de Keanu Reeves e um novo O Dia Em Que a Terra Parou quando temos o Flaming Lips em Christmas On Mars?terça-feira, 28 de outubro de 2008
O FILME MAIS IDIOTA DO MUNDO

O título da postagem não é uma crítica. Mas o único contato que o Brasil teve com uma das séries de ficção científica mais engraçadas do universo. O Filme Mais Idiota do Mundo é a tradução imbecil do longa baseado no cultuado programa Mystery Science Theater 3000. O filme saiu apenas em vídeo (e na Globo) por aqui e pouca gente notou por causa do nome superatraente em português. O conceito era o mesmo da TV: um humano e dois robôs precisam ver filmes B para definir até onde a mente suporta tanto lixo antes de enlouquecer, mas o trio fica dublando por cima dos diálogos ou fazendo brincadeirinhas de rolar de rir durante a projeção. Imagine um parente mais psicodélico do Tela Class, do Hermes e Renato e vocês vão chegar um pouco perto de entender.

O lance é que a série está fazendo vinte anos de idade. Para comemorar, os quatro episódios mais requisitados pelo público estão sendo lançados numa caixa comemorativa sensacional de aniversário, com direito a uma estatueta bacanuda do Crow T. Robot, cartões colecionáveis e extras inéditos e imperdíveis para quem conhece a série. Outra coisa: é mais fácil o inferno congelar e o Brasil se livrar dos corruptos que esse DVD maravilhoso chegar por aqui. Então, compre sem medo na Amazon antes que o dólar não deixe mais. Se não gostar, pode mandar pra mim. ;)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
TOP 10: NOVEMBRO FELIZ
10 - Decisão do Mundial de Fórmula 1 no Brasil com Felipe Massa a cinco pontos de Lewis Hamilton.
Opinião do blog: Tá na hora de uma manobra Alain Prost, Massa. Não se preocupe com a ética. Senna ainda precisa ser vingado. Nunca esquecerei as lágrimas desperdiçadas no Japão com o maior roubo da história da categoria.
9 - Gears Of War 2, continuação do jogo que definiu a importância do Xbox 360 no mundo pop moderno. E quem não lembra daquela propaganda genial da Microsoft com a versão de Gary Jules para “Mad World”, do Tears For Fears (utilizada pela primeira vez em Donnie Darko)? “And I find it kind of funny/I find it kind of sad/The dreams in which I'm dying Are the best I've ever had”. Gênios.
Opinião do blog: o melhor jogo de shooter em terceira pessoa da história promete ser ainda mais impressionante em termos visual que o primeiro.

8 - 007 - Quantum of Solace. Segundo longa de Daniel Craig como James Bond.
Opinião do blog: apesar da incômoda cara de “capítulo do meio”, as cenas de ação do longa valem o preço de dois ingressos na boa. É pancada o tempo todo.
7 - Feijuca da Fla-Sampa.
Opinião do blog: se o caldo não entornar antes, é programa obrigatório para qualquer ser humano em São Paulo que se veste de preto e vermelho no dia primeiro.
6 - Palestra na Fapcom.
Opinião do blog: Eu não acordaria cedo para isso, mas tem gente maluca neste mundo (ehehehe) e ainda dá para sair direto pra feijoada citada acima.
5 - Decisão do Campeonato Brasileiro.
Opinião do blog: sei que a parada só acaba em dezembro, mas tenho por mim que teremos um campeão em novembro.
4 - Marcelo Camelo ao vivo.
Opinião do blog: sei que a escolha vai deixar muita gente estupefata, mas gosto do Los Hermanos. E quero ver o disco solo do Camelo ao vivo. Engraçado, gostei mais dele que do projeto Little Joy, do Amarante. Estranho.
3 - Helmet, Vaselines e Black Lips no Brasil
Opinião do blog: o Goiânia Noise Festival está virando cada vez mais um evento de relevância musical. Nesta edição, ele terá o Helmet com exclusividade no país e ainda trará o Vaselines (com a ajuda de parte do Belle and Sebastian) e o blues-garage do Black Lips para São Paulo também.

2 - R.E.M. no Via Funchal
Opinião do blog: estaria em primeiro lugar se os produtores malucos deste Brasil não tivessem descartado o Travis e colocado Sideral para abrir os shows na melhor casa de SP. Ridículo.
1 - Festival Planeta Terra
Opinião do blog: chore no Jesus and Mary Chain, corra pra ouvir “Don’t Make Me a Target” e outras pérolas do Spoon, dance com o Foals, e se divirta muito com o Kaiser Chiefs. Não esqueça o álcool e chegue depois da Mallu(ca) Magalhães e do horroroso Vanguart.
Opinião do blog: Tá na hora de uma manobra Alain Prost, Massa. Não se preocupe com a ética. Senna ainda precisa ser vingado. Nunca esquecerei as lágrimas desperdiçadas no Japão com o maior roubo da história da categoria.
9 - Gears Of War 2, continuação do jogo que definiu a importância do Xbox 360 no mundo pop moderno. E quem não lembra daquela propaganda genial da Microsoft com a versão de Gary Jules para “Mad World”, do Tears For Fears (utilizada pela primeira vez em Donnie Darko)? “And I find it kind of funny/I find it kind of sad/The dreams in which I'm dying Are the best I've ever had”. Gênios.Opinião do blog: o melhor jogo de shooter em terceira pessoa da história promete ser ainda mais impressionante em termos visual que o primeiro.

8 - 007 - Quantum of Solace. Segundo longa de Daniel Craig como James Bond.
Opinião do blog: apesar da incômoda cara de “capítulo do meio”, as cenas de ação do longa valem o preço de dois ingressos na boa. É pancada o tempo todo.
7 - Feijuca da Fla-Sampa.
Opinião do blog: se o caldo não entornar antes, é programa obrigatório para qualquer ser humano em São Paulo que se veste de preto e vermelho no dia primeiro.
6 - Palestra na Fapcom.
Opinião do blog: Eu não acordaria cedo para isso, mas tem gente maluca neste mundo (ehehehe) e ainda dá para sair direto pra feijoada citada acima.
5 - Decisão do Campeonato Brasileiro.
Opinião do blog: sei que a parada só acaba em dezembro, mas tenho por mim que teremos um campeão em novembro.
4 - Marcelo Camelo ao vivo.Opinião do blog: sei que a escolha vai deixar muita gente estupefata, mas gosto do Los Hermanos. E quero ver o disco solo do Camelo ao vivo. Engraçado, gostei mais dele que do projeto Little Joy, do Amarante. Estranho.
3 - Helmet, Vaselines e Black Lips no Brasil
Opinião do blog: o Goiânia Noise Festival está virando cada vez mais um evento de relevância musical. Nesta edição, ele terá o Helmet com exclusividade no país e ainda trará o Vaselines (com a ajuda de parte do Belle and Sebastian) e o blues-garage do Black Lips para São Paulo também.

2 - R.E.M. no Via Funchal
Opinião do blog: estaria em primeiro lugar se os produtores malucos deste Brasil não tivessem descartado o Travis e colocado Sideral para abrir os shows na melhor casa de SP. Ridículo.
1 - Festival Planeta Terra
Opinião do blog: chore no Jesus and Mary Chain, corra pra ouvir “Don’t Make Me a Target” e outras pérolas do Spoon, dance com o Foals, e se divirta muito com o Kaiser Chiefs. Não esqueça o álcool e chegue depois da Mallu(ca) Magalhães e do horroroso Vanguart.
domingo, 26 de outubro de 2008
Confundidos por estranhos
O que foi isso que aconteceu ontem (sábado) no Tim Festival? Não conhecia direito o The National (ouvi Boxer umas três vezes e não achei nada demais), mas foi um dos melhores, senão o melhor show do ano que presenciei em terras brasileiras. Som de gente grande. Maluco tocando violino como se fosse um banjo. Vocalista que ia de Ian Curtis a Nick Cave passando por Lou Reed em segundos. Um guitarrista perfeito. Som coeso, sem defeitos, complexo, inesperado. Incrível. Valeu toda a decepção pela programação do evento.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
We are all on drugs!
DE VOLTA PARA O FUTURO

Não é o DeLorean famoso, mas o BMW futurista que aparece por alguns instantes em De Volta Para o Futuro 2. O carro estava perdido na garagem de um fã velhão da trilogia, completamente detonado. Um maluco resolveu comprar a peça e restaurar por completo. Olha só como ficou maneiro no site Jalopnik.
Patrulha Polar

Segundas chances são raras na música. E nenhuma segunda chance foi tão bem aproveitada quanto a concebida pelos deuses para o Snow Patrol. A banda meio escocesa meio eire já estava debandando após as gravações do disco Final Straw, o primeiro depois de levar um chute na bunda da gravadora Jeepster. Tinha integrante já pensando em lavar prato. Era uma banda conhecida nos círculos indie, mas sem uma personalidade carismática ao ponto de dar o passo necessário para ser mega.
Até que conhecia o Snow Patrol desde o começo, mas nunca ao ponto de me interessar demais ou decorar uma música sequer. Estava numa pequena loja de discos em São Paulo com uma amiga e foi ela que notou aquela mistura de suavidade e rock épico. Os discos que tocavam no local eram os dois primeiros, Songs For Polarbears e When It's All Over We Still Have To Clear Up. Foram lançados no Brasil por uma gravadora menor e logo viraram artigos de promoção fácil. Comprei os álbuns por uma bagatela e nunca mais deixei o Snow Patrol de lado. Como para fazer justiça à minha afeição, virou superstar com Final Straw, principalmente por causa de "Run", talvez uma das músicas mais lindas gravadas pelo ser humano ("Light up, light up/As if you have a choice/Even if you cannot hear my voice/I'll be right beside you dear" arrepia até hoje).
O problema é que o Snow Patrol funciona melhor na berlinda. Lotando festivais e vendendo quatro milhões de discos foram algo que o vocalista Gary Lightbody não soube assimilar direito. Sim, Eyes Open não é ruim, mas é outra banda no lugar. É um grupo que tinha acabado de abrir para o U2 e tinha contrato para jogar um single em Homem-Aranha 3. Parecia muito preocupado em hits fáceis como "Chasing Cars" e "You're All I Have". Ironicamente, apesar da grande vendagem, foi o trabalho que fez o Snow Patrol recuar um pouco. Encontrei eles neste momento, sem ser a principal atração do festival Rock Werchter, tocando em plena luz do dia e tudo mais. Ainda assim, "Run" e "Spitting Games" com 60 mil pessoas cantando junto é uma experiência que qualquer mortal deveria experimentar um dia. Não foi um show marcante na minha vida, mas correto.
A lição foi aprendida no novo disco. A Hundred Million Suns é um Snow Patrol mais energético e livre. Não há pressão palpável. O primeiro single "I'll Take Back The City", sobre Belfast, ser grudento, porém bem chatinho. Se eu fosse o produtor, teria jogado minhas fichas em "Disaster Button", que vai fazer arenas tremerem por esse globo de Deus. A coisa é tão séria que tem até um épico de 16 minutos dividido em três atos no fim do álbum. Bom saber que o dinheiro está sendo bem utilizado.
Game dos mortos
E tem gente que não entende por que a indústria de games já lucra quase o dobro da cinematográfica. Seus produtores, roteiristas e designers estão cada vez mais ousados e conectados com a geração atual. Não vou nem citar a ressurreição do rock nas mãos dos pseudo-instrumentos de Guitar Hero e Rock Band. Nem a influência fashion de RPGs como Final Fantasy. O lance agora são os zumbis. Olha só que legal:
A Rockstar, criadora da série Grand Theft Auto, formulou uma conquista (prêmios pré-definidos que valem pontos para sua reputação online no Xbox 360) para GTA IV chamada "Coloque um Rockstar para dormir", a qual você desbloqueia quando mata um desenvolvedor do game ou alguém que tenha realizado esse feito em uma partida multiplayer online. O que ninguém sabia é que, junto com a conquista, o jogador também ganha uma infecção e vira um... ZUMBI! Não é só: na Liberty City virtual, os zumbis estão se propagando como nos filmes de George Romero. Se você for morto ou matar um zumbi, seu corpo é tomado pelos sintomas. Segundo dados fornecidos pela produtora, mais de 600 mil jogadores já foram infeccionados e o número deve triplicar em questão de dias.
A não ser que haja um controle. E isso está sendo desenvolvido por uma companhia de extermínio que existe apenas dentro do game e uma medida será tomada nas próximas semanas para acabar com a praga de zumbis em Liberty City. Será depois do Halloween? Na atualização de GTA IV?

Então, prepare-se para a World War Z, como previu o filho de Mel Brooks, Terry Brooks, em seus livros engraçadinhos sobre zumbis.
A Rockstar, criadora da série Grand Theft Auto, formulou uma conquista (prêmios pré-definidos que valem pontos para sua reputação online no Xbox 360) para GTA IV chamada "Coloque um Rockstar para dormir", a qual você desbloqueia quando mata um desenvolvedor do game ou alguém que tenha realizado esse feito em uma partida multiplayer online. O que ninguém sabia é que, junto com a conquista, o jogador também ganha uma infecção e vira um... ZUMBI! Não é só: na Liberty City virtual, os zumbis estão se propagando como nos filmes de George Romero. Se você for morto ou matar um zumbi, seu corpo é tomado pelos sintomas. Segundo dados fornecidos pela produtora, mais de 600 mil jogadores já foram infeccionados e o número deve triplicar em questão de dias.
A não ser que haja um controle. E isso está sendo desenvolvido por uma companhia de extermínio que existe apenas dentro do game e uma medida será tomada nas próximas semanas para acabar com a praga de zumbis em Liberty City. Será depois do Halloween? Na atualização de GTA IV?

Então, prepare-se para a World War Z, como previu o filho de Mel Brooks, Terry Brooks, em seus livros engraçadinhos sobre zumbis.
sábado, 18 de outubro de 2008
Tina Fey
São ou não são os oclinhos mais charmosos da televisão (não são do mundo, porque esses já têm dona)? Eles são o símbolo do ano na cultura ianque. Tina Fey é a mulher da hora. Sua imitação da candidata republicana a vice-presidência é o quadro mais falado do Saturday Night Live desde que Will Ferrell parou de fazer George W. Bush, ela está confirmada em um filme ao lado de Steve Carell, é inteligente, engajada, bonita e sua série, 30 Rock, estréia a segunda temporada dia 30 de outubro. Maaaaasss... quem quiser ver antes, a NBC colocará o primeiro episódio inteiro disponível no site oficial. Anote aê: dia 23, online. Dose semanal de Tina Fey garantida por mais um ano e ainda burlando o sistema medíocre da TV americana.PS - Me veio à cabeça agora. A Tina Fey não lembra a Tina, da Turma da Mônica? Oclinhos, gatinha, cabelinho meio curto no ombro... Tou viajando?
A balada de Sookie e Bill
When you give half of you
I want all of you.
When you give half of you
I want all of you.
When you go back window
You see shadows
When you’re shopping for me
‘Cause when you give half of you
I want all of you.
Sadness is a gentle mind
But a good women has her hands to use
Empty package of chips will tell you
What can be sold market and what can belongs to you
When you give…when you give half of you
I want all of you.
Cat Power - "Half Of You"
I want all of you.
When you give half of you
I want all of you.
When you go back window
You see shadows
When you’re shopping for me
‘Cause when you give half of you
I want all of you.
Sadness is a gentle mind
But a good women has her hands to use
Empty package of chips will tell you
What can be sold market and what can belongs to you
When you give…when you give half of you
I want all of you.
Cat Power - "Half Of You"
Amigos descartáveis, texto descartável, tempo descar...
Heathrow. Terminal 5. Cansado demais para passar o dia andando com uma mala em Londres. A sala da British à disposição e tempo de sobra, mesmo com o braço esquerdo doendo, para escrever bobagens. Enquanto o jogo do Chelsea não começa aqui na TV e não começo a ver Tyler Durden pela frente, vamos nessa...
Porcaria 1
Aqui mesmo, neste aeroporto, algumas horas atrás, o grupo brasileiro Vanguart foi barrado pelas autoridades ingleses de entrar no país. Primeiro, parece que não tinham visto de trabalho (tá pensando que ser músico profissional só vale na hora de receber o cheque de 100 reais pelo show?). Segundo, a polícia britânica está se esforçando para conter a entrada de drogas na ilha. Segundo relatos, a banda tentou argumentar colocando o disco para tocar no iPod e forçando o oficial da imigração a ouvir o trabalho. 15 segundos depois, o grupo foi detido e pegou o avião de volta no mesmo dia. Não sem anter serem agraciados com o livro "Como não cantar desafinado para Retardados", de Graig Fizzicolli. Ainda falam mal da imigração inglesa.
Porcaria 2
Guy Ritchie está comprando seu caminho de volta para meu coração. Segundo os advogados de Madonna, que está no meio do processo litigioso de divórcio, o diretor inglês a maltratava verbalmente, dizendo que ela "não podia mais atuar" e que "parecia uma avózinha ao lado dos dançarinos da turnê." Guy, meu filho, eu te perdôo por Destino Insólito e Revólver. Bem-vindo ao mundo real novamente.
Porcaria 3
Produtores de shows no Brasil. Porra, o REM vai tocar com o Spiritualized em Buenos Aires por 70 mangos e com o Travis no México e Venezuela? O que vai sobrar para essa porcaria de país? NX Zero? Alguém quer comprar um ingresso para o dia 10 de novembro?
Não-Porcaria 1
Há três dias, passei algumas horas em Londres no intervalo de vôos (não, não fui barrado, o que prova que todo sistema tem falhas ;)) e aproveitei para uma passadinha básica na Meca nerd dos quadrinhos e livros de nerds, a Forbidden Planet. Nas mãos, o mais recente DMZ encadernado (e o mais fraco, BTW) e o novo livro de Neil Gaiman, The Graveyard Book. Ainda estou no começo, mas a história de um menino criado num cemitério e criado por fantasmas é Neil Gaiman no auge de sua literatura elegante e fantasiosa, chocante e lírico.
Não-Porcaria 2
O disco novo do Keane. Composto em Berlim (mas não no Hansa Studios, fãs de U2), Perfect Symmetry poderia ser um dos discos mais bregas da década, mas as camadas sonoras, as letras "para cima" e o lirismo de Tom Chaplin transformaram o que poderia ser um erro numa reimaginação potente do trio. Nada de limitações ao não uso da guitarra. Nada de querer ser limpo demais. É mais ou menos o que o POP do U2 seria se não tivesse uma mixagem tão canhestra. Procure a faixa-título, "Lovers Are Losing" e "Better Than This".
Não-Porcaria 3
Ryan Adams. Já tinha postado o single "Fix It" há alguns dias. Nestes dias no Saara, vendo múmia e entrando em pirâmides, o disco inteiro do músico não saiu do iPod. Cardinology pode não ser perfeito (e não é), mas tem o melhor som de guitarra desde Monster, do REM. "Fix It" ainda concorre ao posto de melhor música do ano, mas ganhou a entrada de "Magick" e "Born Into a Light".
Será que ainda rola mais coisa aqui antes do embarque à noite? Stay tuned...
Porcaria 1
Aqui mesmo, neste aeroporto, algumas horas atrás, o grupo brasileiro Vanguart foi barrado pelas autoridades ingleses de entrar no país. Primeiro, parece que não tinham visto de trabalho (tá pensando que ser músico profissional só vale na hora de receber o cheque de 100 reais pelo show?). Segundo, a polícia britânica está se esforçando para conter a entrada de drogas na ilha. Segundo relatos, a banda tentou argumentar colocando o disco para tocar no iPod e forçando o oficial da imigração a ouvir o trabalho. 15 segundos depois, o grupo foi detido e pegou o avião de volta no mesmo dia. Não sem anter serem agraciados com o livro "Como não cantar desafinado para Retardados", de Graig Fizzicolli. Ainda falam mal da imigração inglesa.
Porcaria 2
Guy Ritchie está comprando seu caminho de volta para meu coração. Segundo os advogados de Madonna, que está no meio do processo litigioso de divórcio, o diretor inglês a maltratava verbalmente, dizendo que ela "não podia mais atuar" e que "parecia uma avózinha ao lado dos dançarinos da turnê." Guy, meu filho, eu te perdôo por Destino Insólito e Revólver. Bem-vindo ao mundo real novamente.
Porcaria 3
Produtores de shows no Brasil. Porra, o REM vai tocar com o Spiritualized em Buenos Aires por 70 mangos e com o Travis no México e Venezuela? O que vai sobrar para essa porcaria de país? NX Zero? Alguém quer comprar um ingresso para o dia 10 de novembro?
Não-Porcaria 1
Há três dias, passei algumas horas em Londres no intervalo de vôos (não, não fui barrado, o que prova que todo sistema tem falhas ;)) e aproveitei para uma passadinha básica na Meca nerd dos quadrinhos e livros de nerds, a Forbidden Planet. Nas mãos, o mais recente DMZ encadernado (e o mais fraco, BTW) e o novo livro de Neil Gaiman, The Graveyard Book. Ainda estou no começo, mas a história de um menino criado num cemitério e criado por fantasmas é Neil Gaiman no auge de sua literatura elegante e fantasiosa, chocante e lírico.
Não-Porcaria 2
O disco novo do Keane. Composto em Berlim (mas não no Hansa Studios, fãs de U2), Perfect Symmetry poderia ser um dos discos mais bregas da década, mas as camadas sonoras, as letras "para cima" e o lirismo de Tom Chaplin transformaram o que poderia ser um erro numa reimaginação potente do trio. Nada de limitações ao não uso da guitarra. Nada de querer ser limpo demais. É mais ou menos o que o POP do U2 seria se não tivesse uma mixagem tão canhestra. Procure a faixa-título, "Lovers Are Losing" e "Better Than This".
Não-Porcaria 3
Ryan Adams. Já tinha postado o single "Fix It" há alguns dias. Nestes dias no Saara, vendo múmia e entrando em pirâmides, o disco inteiro do músico não saiu do iPod. Cardinology pode não ser perfeito (e não é), mas tem o melhor som de guitarra desde Monster, do REM. "Fix It" ainda concorre ao posto de melhor música do ano, mas ganhou a entrada de "Magick" e "Born Into a Light".
Será que ainda rola mais coisa aqui antes do embarque à noite? Stay tuned...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Faraó-ó-ó!
O blog está mais parecendo um flicker da vida, mas a vida é dura, galera. Bem, se bem que 27 horas de viagem, horas de conexão e um calor infernal compensam quando encontro Sir Paul McCartney no meu vôo e chegando ao mesmo tempo no meu hotel no Cairo – algo como encontrar Deus andando por Cuiabá. O cansaço também é superado quando Michael Bay deixa de filmar cinco vezes para dar a melhor entrevista de sua vida (sério, a opinião não é apenas minha) e Megan Fox continua sua saga apoiada por esse blog para se tornar a mulher mais sexy do planeta. Claro que estou falando de Transformers 2: Revenge of The Fallen. Um aparato gigante foi transportado para o Oriente Médio e estou aqui para cobrir tudo. De Shia a John Turturro. De IL&M oscarizada a dois egiptólogos com cara de guia de segunda linha. Por enquanto, não posso falar mais a respeito. Então, deixo a foto na pirâmide real que Bay promete deixar intacta para o bem da humanidade e duas palavras: devastação total!!!
domingo, 12 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O novo Sherlock Holmes
O maior detetive da cultura pop está de volta não apenas em uma versão, mas em duas. A menos importante é a comédia estrelada por Will Ferrell como Sherlock Holmes - apesar de ter Borat como seu Watson. A segunda está sendo rodada neste momento em Londres por Guy Ritchie, o homem que nos deu Snatch, mas também Destino Insólito. No meio da confusão, Robert Downey Jr. foi flagrado no visual pouco ortodoxo do detetive. Onde estão o chapéu, o cachimbo e o manto xadrez?? O que a loja oficial de Sherlock Holmes, na Baker Street, Londres, achará dessas mudanças? Como Jude Law vai conseguir virar o Watson deste Holmes que mais parece o Carlitos, de Chaplin? Ok, vamos dar tempo ao tempo. Vamos ver se Holmes usará esse trapo ao encontrar Rachel McAdams, que interpreta o único amor da vida do investigador, Irene Adler. Ah, esqueça Moriarty. O vilão é um tal de Blackwood... Medo... Mas, ao mesmo tempo, é Robert Downey Jr.
Tem pai que é cego!
Não sei o que é mais gay: essa capa ou o primeiro single, "Human" ("Are We humans or are We dancers?" nem o Erasure teria coragem de cantar). Vamos ver quando o disco vaza...
Ai, que fofinho. Um leãozinho desenhado por um aluno do maternal. Define mesmo o público alvo. Meus parabéns, Malla Magalhães.(P.S. - como podem notar, a capinha veio do site-blog do amigo exagerado e palmeirense Lúcio Ribeiro)
Desejos proibidos
Meu amor pela Bélgica só não é maior que minha ignorância na língua flamenga – mesmo sendo rubro-negro fanático. Você precisa adorar um país cujos símbolos nacionais são a cerveja (Duvel ou Kwac, please), a batata frita, a pluralidade idiomática (mesmo do tamanho do Rio Grande do Norte, você precisa saber agradecer em holandês, alemão e francês, dependendo da região) e os quadrinhos. Quem nunca foi em Bruxelas, não faz idéia de como os belgas respiram HQs. Nesta linha, a editora Casterman publicará um álbum perfeito para quem deseja uma desculpa para aprender a falar francês: Tintin Completo (Tout Tintin). São mais de mil páginas (1.408 para ser exato) numa caixa de luxo em tiragem limitada de 35 mil exemplares da criação de Hergé. A brincadeira sairá por 77 euros e trará um especial para ensinar como desenhar os personagens da série. Aposto como Peter Jackson e Spielberg já mandaram ver. Quem quiser comprar (pra mim), pode encomendar a loucura aqui.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Ryan Adams nova: "Fix It" (mp3)
What makes them walk away, after all these years?These years are burning in the hard way by the lessons from the tears
I know it’s not a game
But it feels like losing when someone you love throws you away
I’d fix it
I’d fix it
I’d fix it
I’d fix it if I could
And I’d always win
I’d always win
So you can always win the in end
How easy was it for you making those plans you made?
Before I became someone for you you know to try to dislocate
But, I know it’s not a game
But if feels like losing when someone you love gets up and walks away
I’d fix it
I’d fix it
I’d fix it
I’d fix it if I could
And I’d always win
I’d always win
And you’d always lose
Look what I did to you
Look what you did to me
Fixed it
I’d fix it, id fix it if I could
And I’d always win
I’d always win
I’d always win in the end
RYAN ADAMS - "FIX IT"
Boomp3.com
Indy estuprado!
Há pessoas que fazem você querer desistir do que faz da vida. Matt Stone e Trey Parker ontem acabaram com qualquer pretensão minha de querer ser fodão na minha área. Apenas com um episódio genial de South Park.
Em outro pico de genialidade, a dupla mostrou a veia de crítico de cinema para comentar o que achou de Indiana Jones e o Reino da Caveira da Cristal. Começa com um dos garotinhos, Stan, desistindo de tudo, porque "estupraram seu melhor amigo e a imagem não sai da cabeça." Aos poucos, o que parece um roteiro de Entre Meninos e Lobos se revela uma trama sarcástica com Indiana Jones como alvo.
Ao longo do episódio, Indy é estuprado por Steven Spielberg e George Lucas de todas as maneiras possíveis, sempre com cenas de estupros famosos de cinema, como Acusados (em cima do fliperama) e Amargo Regresso (na floresta, como um porco). Simplesmente fala tudo que nenhum crítico de cinema teve coragem de dizer. O que fizeram com Indiana Jones foi um estupro e os dois merecem ser presos por isso (eles são capturados estuprando um Stormtrooper). "Aliens? Aliens não pertencem a Indiana Jones!", grita um dos moleques, aos prantos. "Não fizemos nada! 700 milhões de dólares em todo o mundo!", defende-se Spielberg e Lucas. Quando crescer, quero ser assim...
Sensacional! Veja o trecho lá em cima. O episódio na íntegra pode ser visto no site oficial:
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
SANGUE REAL

Vampiros são criaturas que precisam ser tratadas com o maior cuidado. A mitologia dos sugadores de sangue é facilmente corrompível e extremamente sedutora para péssimas idéias. Desde que Bram Stoker escreveu seu Drácula, o mundo viu vampiros brasileiros (Bento Carneiro), vampiros negros (Um Vampiro no Brooklyn, com Eddie Murphy), caçadores de vampiros (Buffy), meio-vampiros (Blade), clássicos (os Drácula da Castle e de Coppola), vampiros pop (Anne Rice), vampiros emo (Crepúsculo), vampiros futuristas (Drácula 2000), vampiros no Alasca (30 Dias de Noite) e milhares de outros que você pode encontrar na essencial obra de Gordon Melton, O Livro dos Vampiros (tenho a primeira edição, já desatualizada, e ela é fantástica).
A maioria das idéias acima são de gosto duvidoso. Então, entende-se a desconfiança em volta de True Blood. Afinal, como modernizar vampiros de forma original e sem parecer ridículo? Só contratando um especialista em mortos. Alan Ball. Dono do roteiro devastador de Beleza Americana, Ball ganhou notoriedade com a criação de Six Feet Under, série sobre uma família disfuncional que mantinha uma casa funerária. A série chegou ao fim há dois anos. Numa ida ao dentista, o roteirista e diretor conheceu o livro Dead Until Dark, o primeiro da série Sookie Stackhouse: The Southern Vampires, de Charlaine Harris.
Foi a mordida do que viria a ser a melhor série de televisão de 2008.
Comprada pela HBO, o que garante o tom pesado e sexual do programa, True Blood estreou há pouco mais de um mês nos Estados Unidos e provou que novas idéias ainda têm espaço no velho tema da chupação de sangue.
O que torna True Blood tão especial? Em primeiro lugar, a mitologia. No mundo criado por Ball e Harris, os vampiros saíram do armário, revelaram sua presença aos mortais, e toda uma política social precisa ser transformada por causa desta revelação. Afinal, como religiões de todo o planeta enxergam o surgimento real de uma raça lendária? Como os humanos comuns reagem à presença de mortos-vivos poderosos que podem satisfazer os desejos mais selvagens de seus parceiros? Como fica a vizinhança com um vampiro no bairro? Como políticos encaram esse novo eleitorado? Eles podem votar? São americanos?
A sociedade inicia um processo de aceitação e os vampiros precisam aceitar viver sob certas regras. Uma bebida criada por um cientista japonês imita sangue e satisfaz a sede de sangue de alguns dos "monstros". Humanos brigam no mercado negro por uma droga que faz o Viagra e a cocaína substâncias leves, o V - sangue vampiresco, vendido a peso de ouro por traficantes.
Neste cenário, Sookie Stackhouse (Anna Paquin, ironicamente dona do papel de Vampira em X-Men), uma nada comum garçonete de Bon Temps, Louisiana, conhece seu primeiro vampiro e se apaixona. William Compton (Stephen Moyer), transformado durante a Guerra civil americana, também se encanta pela moça. Ela consegue ler mentes, menos dos vampiros. Ele consegue qualquer mulher, menos Sookie. Parece brega, mas o tratamento de Alan Ball passa anos luz de qualquer pieguice. As metáforas com o sexo estão cada vez mais explícitas na série e é até difícil imaginá-la em outro canal, sem peitos e palavrões inundando cada minuto de telinha. O criador da adaptação sabe que levar a sério os personagens era algo essencial. E, além de desnudar seus protagonistas com camadas e mais camadas de complexidade e emoções, Ball cria um círculo de personagens secundários apaixonantes, engraçados ou não. É interessante notar como a série brinca com sua seriedade sem nunca fazer o espectador se desprender de um mundo que parece verdadeiro.
A história de amor de Sookie e William é apenas a espinha dorsal da obra. Não há pressa em acabar com a tensão sexual. Alan Ball entende que não é fácil o relacionamento entre humanos e vampiros. WIlliam é tão sedutor quanto perigoso e o roteirista não deixa ninguém esquecer isso por nenhum momento. A mitologia também vai sendo descortinada aos poucos. Sabemos sobre alguns vampiros mais velhos, entendemos que há senadores lutando pelos direitos das criaturas, Tru Blood parece bebida que podemos encontrar em qualquer bar, e lendas são desmitificadas (cruzes, alho) ao mesmo tempo que são utilizadas (vampiros que só entram na casa dos outros com convite). Visualmente, acho que True Blood só perde para Pushing Daisies. Em texto, não há nenhuma hoje tão bem escrita, tão instigante e sem furos quanto ela. Não à toa, foi renovada para um segundo ano pela HBO. Esqueça tudo que você sabe sobre vampiros... Aliás, lembre-se de tudo que você sabe sobre vampiros. True Blood faz questão de recordar porque os donos da noite, os imortais que caminham sobre a terra, são tão pertubadores e fascinantes. Ah, quando o cinema vai aprender?
Tá a fim de arrumar um(a) vampiro (a) pra se engraçar? Visite o LoveBitten.
Tá querendo saber mais sobre a presença de vampiros na sua vizinhança e como lidar com eles? Passe um tempo na American Vampire League.
Não aceita a presença desses monstros e quer manter os humanos livres dessa praga de dentes afiados? Se junte à Fellowship Of The Sun.
Quer apenas experimentar o gosto da bebida Tru Blood? Peça aqui, mas saiba que ela é melhor servida morna... como sangue humano.
A melhor abertura de série do ano:
PS - Para quem quiser saber, a música de abertura de True Blood é de Jace Everett e chama-se "Bad Things".
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O Espírito que anda

Existe uma coisa que odeio na minha profissão: ver pedaços de filmes incompletos.
A moda começou com O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, mas havia uma justificativa (era uma trilogia caríssima, com milhões de fãs desconfiados, considerada infilmável e dirigida, na época, por um diretor sem currículo grandioso). Agora, os estúdios chamam para ver 50 minutos de Hancock com efeitos no papel e cenas que seria cortadas; e trailers para guiar uma entrevista. Os caras fizeram isso até com Controle Absoluto, um longa vagabundo (de ruim e não de barato) que, faltando só duas semanas antes da estréia, teve (ahám) 20 minutos mostrados para termos um gostinho da parada.
Evito o máximo que posso. Mas não podia fazer isso com The Spirit.
Admito que nunca fui grande fã do herói de Will Eisner, mas o tratamento dado à adaptação por Frank Miller estava me parecendo estranha e fui conferir cinco cenas prontas da obra.
E cheguei a conclusão que a coisa realmente não cheira bem. Primeiramente, o visual Sin City não combina. Parece que o Spirit, por baixo da máscara, não é Danny Colt, mas Marv, o fortão interpretado por Mickey Rourke nos cinemas. "A cidade é minha amante" e essas frases de noir não fazem parte da mitologia de Eisner. Por outro lado, entenderia se fosse feito de maneira séria e dark, como forma de atrair os moleques sedentos por sangue. Normal. Ninguém conhece o Spirit para comprar o humor antiquado do gibi.
O problema é que o filme não é tão sério assim. Em determinada cena, Spirit (Gabriel Macht) e Octopus (Samuel L. Jackson) estão brigando num manguezal (acho) e não tem como não pensar em Pernalonga e Looney Tunes nas pancadas. Em outro momento, Octopus está revoltado porque criou um ser pequenininho em forma de pé (?!) e com uma carinha no lugar do tornozelo. Não sei se isso existe nos quadrinhos originais obscuros, porém não funciona no cinema. É meio constrangedor. O melhor de The Spirit, pelo pouco que vi, é Eva Mendes. No papel de uma ladra sensual, a atriz exala seus melhores dotes, se é que vocês me entendem.
Mas acho que vai ser pouco para livrar o estigma de "quadrinho no cinema" do longa de Miller. Sin City pecou muito em se deslumbrar com seu próprio visual, mas ainda havia cinema ali. Agora, The Spirit parece um teatro animado, lindo, porém canastra e exagerado. Não se engane com o clima mega-sombrio que estão passando nos trailers. Vamos ver como tudo fica quando estiver completo, em janeiro.
sábado, 4 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Writing to Reach You

Sempre discuti sobre músicas depressivas.. ou melancólicas, como prefiro chamar. Adoro rock, cresci ouvindo grunge e Faith No More foi meu primeiro show internacional. Mas não consigo entender porque certas pessoas têm uma tendência a odiar canções tristes. Tristeza é parte integral da indústria fonográfica. Se não existissem corações partidos, os Beatles seriam apenas uma boy band sem futuro. Acho que músicas deprês são formas de estudo do próprio ser humano. Psicologicamente falando, isso é a coisa mais óbvia e clichê da história. Não fico triste quando ouço "How To Disappear Completely", do Radiohead. Claro que músicas trazem lembranças, boas ou más. Mas isso pode acontecer até com "Paranoid", do Black Sabbath. Outras ganham significados diferentes com o tempo. Por exemplo, "Seasons In The Sun", clássico de Terry Jacks. Gravada em 1974, ouvi essa música pela primeira vez num episódio de Millenium, finada série de Chris Carter, criador de Arquivo X. Fiquei hipnotizado pela letra ("Adeus, amigos. É hora de morrer. Juntos, subimos colinas e árvores...") e o instrumental mais dark que Johnny Cash poderia sequer imaginar. Anos depois, o Nirvana gravou a música. Kurt Cobain usou trechos em sua nota de suicídio.
A melancolia está em alta novamente. Dos discos novos, dá para pincelar pérolas para nenhum fã do The Cure reclamar.
Glasvegas - "Geraldine"
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O grupo "down" do ano na canção mais "pra cima" que consegue escrever. Fala sobre uma (aham) assistente social chamada Geraldine que precisa salvar almas desesperadas, pessoas em beira de edifícios. Coisas bem animadoras.
Travis - "Before You Were Young"
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Faixa escondida do novo disco da banda escocesa. É um épico tristonho sobre tempos que não voltam mais. Pessoas que envelheceram e olham para um passado alegre que não é mais possível alcançar. Melhor forma de terminar um discão.
Cold War Kids - "Something Is Not Right With Me"
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Juro por Deus: quando ouvi essa música pela primeira vez, estava jogando W11 online. A coisa é tão pertubadora (tente jogar videogame com alguém gritando "ALGUMA COISA NÃO ESTÁ CERTA COMIGO!" dez vezes por segundo) tanto que precisei parar o iPod para poder ganhar do pato que levava uma goleada em algum lugar do planeta no xBox 360. Me recuso a acreditar que está virando hino, mas está. O Cold War Kids já é trágico por natureza (letras sobre alcoolismo, famílias destrambelhadas), mas um rock sobre um cara tentando ligar para a amada sem conseguir porque ela não aceita chamadas a cobrar é quase digna de um Tiririca, tipo, se Tiririca fosse cool, tocasse blues-rock e cantasse como se o fim do mundo fosse amanhã. Genial. Bom disco novo...
Aimee Mann _ "Deathly"
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Essa é das antigas. Mas o verso "Agora que você me encontrou teria problemas em nunca mais me ver novamente?" é um dos mais marcantes da música pop.
The Killers - "Human"
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De depressivo, apenas o fato que o Killers promete virar uma banda idiota com o produtor da Madonna. Musiquinha chinfrim essa com letras risíveis e um tecnopop que serviria de Lado B do Erasure.
In The Garage... and on a Stage
Devo anos de terapia para Rivers Cuomo. A primeira confissão seria: não conheci o Weezer no Blue Album. Sério. E a razão é tão estúpida quanto a que eu tinha em relação ao R.E.M.: o visual da banda e aquela capa fuleira, com quatro marmanjos em pé de encontro a uma parede falsa azul.
Lembro exatamente do dia em que conheci o Weezer.
Era meu aniversário de 22 anos. Era estudante no último semestre da faculdade. Morava numa cidade pequena, a Internet engatinhava em BBS negras e verdes e estava com a consciência pesada por ter acabado um namoro de três anos. Precisava ouvir algo além de No Code, do Pearl Jam, que não saía há três meses de um pequeno mini-system que tinha no quarto (não tente repetir isso hoje em dia, crianças, “Off He Goes” causa estragos). Pulei fora de casa, que ficava na frente da praia de Tambaú, em João Pessoa, e fui na única loja de discos importados da área. Evitava comprar ali, porque os preços eram altos demais para um estudante de jornalismo desempregado. A loja se sustentava com cópias de CD para fitas e gravações de shows (a maioria de heavy metal) em vídeo. O dono não precisava de muito para manter o negócio, era um ex-metaleiro careca (algo que viria a ser mais comum anos depois) que trazia discos de viagens ou encomendas de lojas de São Paulo. Obviamente, os CDs precisavam ser caros pra cacete. Mas não peça compreensão de jovens de 20 anos de idade. Entre aqueles poucos que amavam rock numa população formada por vaqueiros e forrozeiros, o dono da loja tinha os costumeiros apelidos por causa da “exploração”. Coitado.
Nesta dia, porém, abri a grade de ferro que protegia a porta de vidro, cheguei junto ao balcão e falei: “Oliver, me fala uma coisa pra ouvir que seja do caralho. Você sabe meu gosto.”
“Você já ouviu o novo do Weezer?”
“Não ouvi nem o antigo. Presta?”
“Acho que você vai adorar.”
Olhei para aquela capa marrom. O preço em volta dos 50 reais ou mais.
“Foda-se. É meu aniversário mesmo. Vou me dar esse presente. Se for ruim, troco” (é, a possibilidade de troca era algo que existia em cidades pequenas onde vendedores e consumidores se conheciam pelo primeiro nome e bebiam cerveja no fim de semana).

Sacola amarela nas mãos. Voltei para o apartamento. O fim da história é mais óbvio que o de comédia romântica americana. Pinkerton virou meu álbum de cabeceira, mudou a maneira de ouvir rock minha e de muita gente. Infelizmente, foi a semente da praga que são os emos hoje em dia. Pela primeira vez, a emoção de letras extremamente pessoais se fundia a um instrumental pesado, uma mistura maluca de Beach Boys, Nirvana e Kiss. Corri atrás do álbum azul. Logo, “Falling For You”, “Say It Ain’t So”, “El Scorcho”, “Butterfly” eram hinos decorados e estudados como a Bíblia.
A má notícia. A recepção negativa de Pinkerton pelos gênios da crítica – que hoje lambem o disco sem vergonha – bateu forte em Rivers Cuomo. O cara, que já não passava por uma fase das mais normais e seguras (o que era o charme das letras do Weezer), se isolou do universo e pensou em abandonar a música. O Weezer era tido como morto e enterrado quando a Internet começou a mudar a face da indústria fonográfica. Com a geração online tomando as rédeas da cultura, a banda de Cuomo passou de grupo indie cultuado para um fenômeno digital. Mesmo sem um disco novo nas mãos, o Weezer era a banda mais popular dos Estados Unidos. Sabendo disso, o Yahoo, que era uma empresa inovadora e de vanguarda no começo do século e não saco de pancadas do Google, bancou uma tour liderada pelo grupo. Entenda a coisa: sem DISCO, SEM SINGLE, SEM PROMOÇÃO, o Weezer iniciou uma turnê histórica pelos EUA, com as bandas de abertura Ozma e The Get Up Kids, além de um aparato tecnológico inédito para a época. No Yahoo Outloud!, você tirava fotos e mandava por e-mail para os amigos numa época que celular era um trambolho sem câmera, gravava coletâneas na hora, ganhava mil brindes, palhetas da banda, ingressos autografados e o diabo a quatro.
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Foi o ano da vingança. Cinco anos depois, quem estava chorando as pitangas por causa de um namoro era eu mesmo. E novamente o Weezer apareceu para pavimentar um pouco o solo que parecia quebradiço. Estava em San Francisco (insira sua piada preferida aqui, canalhas) para conhecer a Industrial Light & Magic. Para um nerd fanático por Guerra nas Estrelas, era com um muçulmano ir à Meca. Pouco importava que estava ali para ver os efeitos especiais de O Retorno da Múmia. Como era uma das primeiras viagens a trabalho que fazia nesta reformulação da revista, fiquei num hotel baratinho, tipo Holiday Inn, perto do hotel que os jornalistas do resto do mundo estavam hospedados. Como sempre fazia, peguei um jornal cultural de graça para ver que filmes e que shows poderia ver na cidade. Numa notinha pequena na página de anúncios de shows, uma propaganda do Yahoo Outloud! Saca só: o Yahoo Outloud! era em letras GARRAFAIS E GIGANTESCAS. Abaixo, humildemente, li Weezer.
Pensei:
“Que merda é essa? Um show? Será um cover? Uma festa do Yahoo? Onde fica esse Bill Graham Civic Auditorium?”
Desci na recepção.
“Com licença, você saberia dizer onde ficar esse Bill Graham...?”
Imaginando a resposta (“Ah, fica fora da cidade, mas você pode pegar um trem”), já colocava na cabeça que não conseguiria ver o Weezer. Seria sorte demais. Um dia apenas em San Francisco e pegar minha banda favorita? Não creio.
“Ah, senhor, fica logo ali atrás.”
Acho que nunca andei tão rápido na minha vida. Era cedo da manhã ainda. Precisava pegar o ônibus para a IL&M em alguns minutos, mas arrisquei passar pela casa da apresentação. Só um senhorzinho faxineiro andava por lá.
“Com licença (sim, sou educado, porra!), o senhor sabe dizer o que vai acontecer aqui hoje à noite?”
“Ah, filho, é um show. Mas está esgotado.”
“Ah...”, murcho. “Obrigado.”
Passei o dia na IL&M meio esquecido do desapontamento. Estava com uma música do Manic Street Preachers (“Found That Soul”) que tinha ouvido na Tower Records (R.I.P.), noite passada, na cabeça e a empolgação nerdística era maior que qualquer coisa. Tudo certo, tudo lindo. Mulheres? Shows? Quem se importava no meio da Estrela da Morte (ehehe)? Retornamos para San Francisco. No caminho do hotel, decidi passar em frente ao Bill... para ver o que acontecia. Os cambistas pediam para comprar ingressos. Ninguém vendia.
“Merda.”
Quando passei em frente à bilheteria, notei uma fila e, talvez por influência paulista (morava em São Paulo há apenas oito meses), entrei na rabeira dela. Perguntei pra gatinha na minha frente:
“Sabe dizer se ainda tem ingresso?”
“Então... eles colocaram alguns para vender na hora, porque o resto foi vendido todo pela Internet.”
"UUUUUHHHHHUUUUUUUUUU", pensei, mas sempre mantendo o ar "não estou nem aí" para não zicar até o caminho para a bilheteria.
Ingresso na mão. Felicidade plena em época de caos emocional. O show foi bem mais baseado no primeiro disco, mas Pinkerton, já no lugar de disco essencial, não foi esquecido. A banda estava mais afinada e coesa que nunca. As músicas novas eram maravilhosas - algumas nunca foram lançadas. Meses depois, Green Album nas lojas. O Weezer estava de volta.
Boomp3.com
SECOND DATE
Meu segundo encontro com a banda foi maluco. Nos mandamos, eu e uns amigos, para Curitiba. Chuva muita, lugar pequeno. Fazia quatro anos que havia visto o quarteto. Agora, eram quase superstars. Mas estavam lá, enfrentando uma horda de brasileiros maníacos quase colocando tudo a perder quando derrubaram uma grade de proteção. Jornalistas falavam das bandas que ninguém mais falaria do festival (não lembro quais eram mais, juro, mas sei que quase dormi nelas), mas o Weezer fez um dos melhores shows que passaram por esse país. Rivers Cuomo parecia não acreditar no que estava acontecendo em setembro de 2005 na capital paranaense, uma das cidades mais legais do Brasil. Por 90 minutos, ele voltou aos anos que compôs “In The Garage”. Era menino novamente. Todos nós éramos meninos novamente. Somando-se aos hits antigos, “Island In The Sun”, “Smile”, “Don’t Let Go”... Nem lembro como estava minha vida naquela época, então devia estar tudo calmo, porque a gente parece que só lembra de tragédias e nunca de alegrias.
Hoje, coloquei as mãos em um novo show do Weezer, da turnê do Red Album. Engraçado como a banda mudou de três anos para cá. O set list de Nova York tem surpresas (“Suzanne” cantada a capella no começo e depois entrando com tudo; o lado B “King”), covers (“Sliver”, do Nirvana!!!, e “What’s The Story, Morning Glory”, do Oasis [??!!], cantada pelo baterista Pat Wilson), participação dos outros músicos no vocal (e até de fãs cantando "Island In The Sun"), uniformes malucos (isso você não tem como ouvir...). Acima de tudo, parece um grupo em paz com sua carreira. Não há conflitos ideológicos, a vontade de mudar o mundo outra vez, pressões idiotas. É apenas o Weezer se divertindo como pode, desfilando clássicos e jogando as melhores do último disco (“The Greatest Man That Ever Lived” ficou sensacional) para os fãs. Seria um nome forte para o Planeta Terra 2009? Tem meu voto. Mas avisem antes para eu me preparar.
Os covers estão no meio do texto, mas você pode baixar o show inteiro da banda (leia atualização abaixo). A gravação não é da mesa de som, mas não é ruim. Para agüentar um texto imenso desses, somente com um bônus no final mesmo para salvar o dia.
UPDATE: Uau, acho que o blog está ficando importante. Na madrugada, o post do Weezer foi APAGADO do nada, sem aviso, pedido ou algo do tipo. Aparentemente, por causa do show que coloquei para baixar aqui. Isso vem a confirmar uma blitz que os idiotas que gerenciam as músicas do Weezer estão promovendo pela Internet. Já mandaram textos de "pare ou morra" para alguns sites famosos, inclusive causando uma comoção que culminou com o fechamento do ótimo blog de MP3 ao vivo: o Mystic Chords Of Memory. A ação é inexplicável. Primeiro, o Weezer é um grupo que deve sua existência aos nerds que espalharam seus MP3 pela web nos dias negros de Cuomo. Segundo, o arquivo é de um show e não de um disco. Bandas como U2, Pearl Jam, Queens Of The Stone Age apóiam a idéia e até fazem trabalhos de digitalização direto em mesa de som para vender discos mais baratos e com boa qualidade dos shows. Estaria o Weezer virando o novo Metallica? Quem diria... Em tempos de Radiohead de graça, o Weezer apronta uma dessas. Patético e inútil (você pode achar o show em vários locais). O link NÃO está nos comentários, viram???? Não está!!! Juro que não está!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
It's the end of the world...
The Lonely One

Ser músico no Recife durante a febre do manguebeat não era tão fácil quanto transparecia a imprensa paulista. Todo Zé Ruela que tocava três acordes queria revolucionar a música nacional. Não passava um dia no jornal sem ser visitado por alguém querendo fazer um "Berimbau beat" ou "Forró funk" ou "frevo and bass". 99,99% desses visionários eram roqueiros frustrados querendo se aproveitar da moda de "fusão" e nenhum sobrevivia ao mercado – imagine, nem mesmo os grandes do manguebeat conseguiam.
A pancada era pior em quem curtia rock, tocava rock e não tava com intuitos picaretas na cabeça. Cantar em inglês era quase como estampar uma suástica nazista na Polônia de hoje. Tocar guitarras sem influências brazucas de Gil e coisas mais roots era sinônimo de lepra. Poucos bares abriam espaço para músicos com almas de Nashville ou Manchester. O pior é que iam contra toda a tese do manguebeat, de universalidade.
Bons artistas se perderam nessa perseguição idiota. Grupos se formaram e acabaram sem chances. Ótimos músicos não largaram seus empregos de verdade. Num desses empregos de verdade, trabalhei com o sujeito que lidera sozinho (ehehe) o Badminton. Guitarrista de mão cheia e dono de uma sensibilidade harmônica incomum, Felipe Vieira fazia há 15 anos o que Mallu(ca) Magalhães e Vanguart tentam fazer em suas pálidas representações de folk rock.
Nunca fui muito amigo de roqueiro ou outros músicos. Mas Felipe era jornalista. Entrou um pouco depois numa turma da pesada que mudou a cara do Diario de Pernambuco, jornal que era esbofeteado diariamente pelo concorrente e tomou corpo para equilibrar a luta. Quando me despedi das farras gigantes que começavam em Olinda, passavam pelo Empório Sertanejo e terminavam no Mercado da Madalena, o Badminton estava lá pra uma última noite regada a músicas barulhentas, baladas tristonhas, guitarras nervosas. Na despedida do Recife, a banda fez uma rara apresentação com direito a farofada "We Are The World" no final. Antológico e quem perdeu, perdeu.
Depois disso, o grupo de um homem só lançou um ótimo disco, agora finalmente substituído por II, que tem a presença de uma integrante extra, Maggie Stern. Felipe não é Thom Yorke. Está mais para Jeff Tweedy (Wilco) e se veste de vez em quando de J. Mascis. Mas mesmo assim está colocando o disco todo de graça na Internet como o Radiohead. Não é porque o cara é amigão. Mas o Badminton é coisa séria. Rola até falsete Dinosaur Jr. em "Let The Light In". O álbum é bonzão do começo ao fim. A ripada não é tão classe. Juntaram duas músicas em uma (a segunda é uma balada fantástica), os tags não estão perfeitos. Mas pura bobagem. Baixe isso, ouça com cuidado e peça pro chapa Lúcio fazer o mesmo hype que fez pra Mallu (ca). Folk rock é isso. Já está no meu iPod.
Querendo saber mais: visite a página do My Space da banda. Ou mande um e-mail!
BADMINTON - II
Update: as duas faixas iniciais são juntas mesmo. Eu que sou uma anta. Mas os tags precisam ser feitos na raça mesmo!
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