quinta-feira, 28 de agosto de 2008

U2, GUITAR JESUS, NOVO SINGLE DO KEANE, FACEBOOK - O FILME

> Quando fazia minha finada coluna “Microfonia”, no Diário de Pernambuco, escrevi que não havia lido nome melhor para uma banda gospel de pagode que SOPRAGODE (Só pra god, sacou?)! Mas Guitar Hero religioso é ainda melhor...

> Bono é muito sonso. E em 3D também.

> Obama pode gostar de Wilco, mas John McCain saca muito mais de série de TV. Taí, falei.

> Hein? O Comediante conhece a SET?

> Peraí, Facebook... O FILME???


VALHAMEDEUS!
* Guitar Hero e Rock Band são os dois games mais divertidos e viciantes que a humanidade já presenciou. Mas não quero nem saber de Rock Band 2 e Guitar Hero World Tour. Sério. O grande jogo do Natal vai ser mesmo Guitar Praise - Solid Rock!!

** O negócio é o seguinte: o jogo para PC e Mac é uma cópia descarada da dupla citada acima. Em vez de Muse e Kiss, Whitecross e Israel & New Breed. Você não cantará “Enter Sandman” ou “The Number Of The Beast”, mas poderá se esgoelar em “Jesus Freak” (Melhor. Título. Ever.) ou “Procrastinating”. O game vem com a guitarra e o CD-Rom e traz meia centena de bandas cristãs para carola nenhum botar defeito e para você espantar de vez os poucos amigos que restaram ao seu lado.

*** A salvação custa apenas 100 doletas na loja oficial. Compre antes do Natal e comemore o nascimento do Senhor Todo-Poderoso com sua família. Você vai precisar dela.


NENHUM SINAL NO HORIZONTE

Casinha de Bono em Eze Bord-de-mer/Eze-sur-mer. Tá ouvindo o disco novo?

Bono é um marqueteiro de primeira.

Todo lançamento de disco do U2 é a mesma coisa: “É nosso melhor disco”, “The Edge está tocando como uma criança hiperativa”, “O U2 nasceu para criar este álbum.”

E em todo lançamento de disco do U2, Bono faz questão de colocar as faixas no som que tem na sua mansão na costa francesa para algum fã nervoso gravar e colocar na Internet. Com o próximo No Line On The Horizon, nada mudou. Um holandês de férias na praia passou o dia todo esperando para ter uma visão do vocalista do U2. Conseguiu mais: gravou no celular algumas faixas que Bono tocava bem alto na casa de veraneio. A qualidade é um lixo, mal conseguimos escutar algo no meio da ventania, mas a gravadora já mandou retirar do You Tube. Você não vai ter dificuldade de encontrar. Mas já aviso que não vale a pena.

O que vale a pena mesmo é ir aos cinemas ver U2 3D. O filminho foi gravado na América do Sul, São Paulo no meio, e só não é melhor porque não é ao vivo e completo (cadê “City Of Bliding Lights”, “Zoo Station”, “Original Of The Species”, “Mysterious Ways”?). Mas ver o sorriso de Bono quando a Argentina leva uma vaia aqui no Brasil não tem preço. Bando de mundiça! ;)

POLÍTICA POP


> Muita gente bacana apóia Obama. O candidato é gente boa, encarnação de Jesus na Terra, cool e por aí vai. Tudo bem, no quesito música, Obama dá de pau em McCain, o candidato republicano. Mas quando o assunto é série de TV, não dá pra comparar!

* Enquanto Barack Obama só fala de série antiga ou que a filharada assiste (vai ser politicamente correto assim lá na China), McCain entende tudo de 24 Horas (ehehe), considera Dennis Haysbert (o Presidente Palmer) o melhor presidente americano da cultura pop e ainda não perde nenhum episódio de Curb Your Enthusiasm, Desperate Housewises e... DEXTER??????

*** Juro por Deus, se morasse nos EUA, meu voto quase sofreria um abalo. O problema é que McCain é fã de Abba. Assim, não dá.

FACEBOOK - O FILME

> Antes de mais nada, estou escrevendo um filme sobre a criação do Orkut. Tem de tudo: sexo brabo, seqüestro, briga de torcida de futebol, amores, vergonhas alheias e muito erro de português. Quem dirigirá é meu conterrâneo Moacyr Góes. Issaí.

>>> Falando sério, Aaron Sorkin, o gênio por trás de The West Wing anunciou na sua página recém-criada do Facebook (onde mais) que escreverá um filme sobre a origem do.. err... Facebook. Segundo o roteirista, sua página serve como ponto inicial da pesquisa sobre o "Orkut dos ricos", criado por Mark Zuckenberg, em 2004, quando ainda era um nerd iniciante em Harvard. O moço agora vale 16 bilhões de dólares, mais ou menos quanto valerá esse blog em seis meses.

É NÓIS (3)


>>>> As quatro capas da SET com Watchmen não somente saíram em TODOS os sites legais de cinema do mundo (valeu, pessoal do Omelete, Herói, Coming Soon, IMDB, Filmofilia, IGN, Latino Review) com uma repercussão inédita, como uma de nossas capas entrou em contato (através do estúdio, seus incrédulos) para receber quinze cópias de sua SET. Beleza, Jeffrey. Terça-feira, sem falta, elas estão indo. BrigadU!

KEANE - SINGLE NOVO

Para não perder o bonde (e não vi em nenhum lugar por aê), o novo single do Keane: “The Lovers Are Losing”, tocada na BB6 quando a banda visitou a rádio. Qualidade excelente. Música legal. Depois coloco a outra nova que peguei...

Boomp3.com

Campo de batalha: Terra

Não sei se você lê a Pixel Magazine todos os meses (deveria). Mas, além de traduzir Y - O Último Homem (que ainda vai ganhar um post grande aqui no momento certo), também fiz um textinho sobre DMZ, o que deve ser meu gibi preferido neste momento. Resolvi colocar o artigo no blog, porque estamos em época de eleições - mundiais e locais - e porque gostei dele pela mudança de referências e temas. Interessante que caiu como uma luva em formato de blog, onde posso colocar links para as citações. Maaassss o legal mesmo é ler nos comentários no blog da Pixel, comandado pelo editor camarada Cássius Medauar, coisas como "Texto panfletário de estudante da USP". ahahaha.. Sensacional. Só presta assim!!


CINZAS DA BANDEIRA AMERICANA

Por Rodrigo Salem

Os tempos são outros. Não somente em nossas acomodações ou capacidade de comunicação. Os tempos mudaram até a capacidade humana de subverter as estruturas. Cantar “Eu sou o Anti-Cristo” simplesmente virou tecido de camisas para quem deseja parecer cool pagando bem caro para ser um idiota customizado. A subversão mudou. Quando qualquer um pode discursar em vídeos amadores no You Tube, como uma geração rebelde pode ter uma só voz? E não se engane. As armas de manipulação ainda são as mesmas desde que Jenny Holzer escreveu seus “Inflammatory Essays” há pouco menos de 30 anos (tenho certeza que você encontrará facilmente isso no Google):

O medo de perder sua comodidade. A pose de liberdade total diante de uma vigilância controlada. O pseudo-livre arbítrio do mundo virtual para que o mundo real não seja atingido. A transmissão de dados em profusão para não evitar confusão. Seus dados no Orkut, Facebook, MySpace para os grandes conglomerados. A manipulação nunca foi tão inteligente e discreta. E há um sujeito que compreende isso hoje nos quadrinhos. Não é Alan Moore com suas viagens lisérgicas. Não é Warren Ellis, nem suas prostitutas neodimensionais. Não é Grant Morrison no comando de seus agentes invisíveis do incômodo.

Esse cara é Brian Wood. E sua arma se chama DMZ.

Não vou ficar pagando uma de puxa-saco de autor e de suas obras. Primeiramente, porque não faria a menor diferença o que eu dissesse aqui sobre um escritor que é tão indicado ao prêmio Eisner que um dia pode se tornar o Charles Chaplin deste “Oscar dos Quadrinhos”. Em segundo lugar, você deve ser inteligente o suficiente para estar acompanhando DMZ (quase) todos os meses na Pixel Magazine e não precisa do mané aqui para reforçar seu cérebro nerdístico. O foco é a compreensão de Wood do novo mundo, da nova subversão global e do controle informacional que deveria nos libertar e, aos poucos, começa a acorrentar uma geração inteira. É sobre um jornalista jogado num campo de guerra. É sobre os dois povos que habitam os mesmos Estados (des)Unidos da América. É sobre a tomada de poder de um presidente invasor. É sobre como muitos pagam o pato em nome de poucos. É sobre o mundo moderno e como sobreviver nele.

Brian Wood utiliza o corpo e cabeça do “foca” Matthew Roth para discutir questões importantes. Quem acompanha o trabalho de Wood como designer (capas de Freqüência Global, consultor da Rockstar, produtora de games controversos como GTA e Manhunt) ou nas duas funções em Demo e Channel Zero, sabe que o nova-iorquino talvez seja o escritor mais em contato com a geração wireless. Não cansa de discutir o papel da imprensa não-institucionalizada e prega contra as grandes redes. Qualquer estudante de mídia deveria passar um dia lendo e analisando suas obras. DMZ não sai dessa sintonia, mas consegue ser mais pop que as outras revistas, mesmo lidando com um assunto pesado: ao enviar tropas para ocuparem países e, conseqüentemente, aumentando a recessão na América do Norte, seria possível que as conhecidas milícias armadas do centro-sul dividissem os EUA em dois?

Não é preciso muita imaginação para saber de onde o material vem. Uma olhada de poucas horas na CNN, uma lida no New York Times ou Washington Post e uma pesquisa sobre a fortaleza mediática de Rupert Murdoch (News Corp) dão um pouco da realidade jornalística de DMZ.

Como o maior ato patriótico de um ianque consciente é ser antipatriótico nos últimos seis anos, Brian Wood convocou uma força de ataque que faria McCain e os republicanos mais radicais rolarem pelas areias do deserto petrolífero que tanto amam. Passou por cima de problemas raciais e transformou Nova York num campo de guerra. Levou Bagdá para as entranhas de Manhattan, com soldados disparando contra grupos religiosos, jornalistas seqüestrados, pessoas comum encontrando a civilidade que haviam esquecido em seus sofás macios, amores shakespearianos, paranóia governamental e, o mais importante de tudo, o papel da imprensa digna na zona de batalha, e não apenas nos quartos de hotéis com vista para o céu riscado por mísseis terra-ar, fumaça negra e bombas “inteligentes”.

DMZ tem mais inspiração jornalística numa página que todos os jornais brasileiros durante dois anos de circulação. Brian Wood como chefe de redação nunca teria noticiado que “Um avião da Pantanal caiu na zona sul de São Paulo” quando uma loja de colchões pegou fogo na capital paulista. Teria demitido qualquer um que, na pressa para ser o primeiro a registrar a “tragédia”, tivesse confiado na empresa concorrente e não apurara nada, não realizara um telefonema sequer, antes de confirmar a queda de uma aeronave. Como no Brasil a tendência é de esquecimento – principalmente quando nosso Rupert Murdoch reside no Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou numa torre de vidro em São Paulo –, ninguém levou a discussão adiante (ou quase ninguém). Ninguém pensou na queda das ações da Pantanal, ou na preocupação das famílias dos passageiros, ou nos moradores da área.

No mundo de Matthew Roth, talvez a imprensa seja utópica: batalhadora, verdadeira e despida de ego. Talvez Brian Wood resgate o sentido de “comunicação social”, o termo certo para o que hoje em dia costumamos chamar de mídia, e se torne inteligentemente subversivo para os padrões de hoje. A única certeza, no entanto, é de que você não passa pelo terreno minado de DMZ sem conseqüências. Mesmo que seja fazer um blog para falar mal de algo ou escavar a Internet além dos joguinhos e fóruns de ódio de adolescentes. Há um mundo todo a sua volta. DMZ é apenas um gibi, mas O Príncipe, de Maquiavel, também era apenas um livreto...

Wayne's World, Wayne's World! Party On!

Vendedor de amplificador na Dinamarca é muito menos paciente que o de Quanto Mais Idiota Melhor!


PS - Para entender a piada, a foto precisa ser ampliada (cê sabe, clicando em cima dela) e o aviso precisa ser lido. :P

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Chove chuva

Acho que poucas bandas me trazem mais memórias que o Travis. Sei que não é a banda preferida de muita gente, mas, sei lá a razão, ela sempre esbarra em mim.

* Nas minhas primeiras férias com salário no bolso, passei 30 dias (!!!!) em NY. Foi a primeira vez que voltei à cidade desde 1994, quando passei 4 meses durante as férias e greve da faculdade em João Pessoa. Acho que era 1999. Dólar baixinho.
The Man Who, obra-prima do Travis, não deixava o CD player do meu velho Palio branco amassado atrás e com o símbolo do Batman na frente. "Why Does It Always Rain On Me" me lembra as manhãs frias – mas não tanto, entenda – do caminho de Recife para Olinda. "Turn" me recorda o trânsito infernal entre a Madalena e o centro da cidade, as praças e as pontes. Nesta época, tive meus primeiros dias de folga do Diário de Pernambuco. Meio me achando o máximo (nada como a juventude) e meio maluco (nada como a juventude parte 2), fui atrás de amigos que fiz na época da curta passagem em Roosevelt Island, ilhinha simpática ao lado de Manhattan. Me indicaram uma moça no Queens que alugava o quarto do apê dela bem baratinho para quem era "da Igreja". Acho que foi a primeira vez que acreditei em Deus. Mas ela era gente boa, nem era carola e morava com um namorado marroquino que era fanático por futebol.Descobri que o Travis iria fazer um show no Radio City Music Hall, abrindo pro Oasis. Fui atrás da gravadora e descolei um convite. O show foi algo chapante. Nunca tinha visto algo tão poderoso e melódico ao mesmo tempo. O Oasis, que também não é fraco ao vivo, subiu no palco murcho, murcho.

* Nem coloco o pé fora do Radio City e, para minha surpresa, os caras do Travis estavam na porta, agradecendo a todo mundo, apertando a mão dos fãs e conversando com os poucos que conheciam o grupo. Aquilo nunca saiu da minha cabeça, principalmente quando, algumas semanas depois, The Man Who vendeu milhões de cópias e transformou aqueles quatro carinhas em estrelas do rock (?).

Boomp3.com

* Exatamente uma década depois, programei para esticar uma viagem a trabalho em Londres para outros lugares. Meio sem querer, vi que o Travis estava fazendo os primeiros shows do último disco, The Boy With No Name. E que, no dia seguinte após completar minha missão com Harry Potter, eles tocariam em Dublin. Não contei conversa. Ingresso comprado. Hotel reservado ao lado do show. E passagem pela Ryanair (provavelmente mais barata que uma ida de táxi da minha casa para o Credicard Hall). Antes de mais nada, uma bandinha de abertura muito legal. Não lembro o nome. Guinness de barril. E o show. Olha, não sei qual o gênio que não quis trazer a banda para o Brasil quando eles fizeram a turnê pela América do Sul, ano passado, mas que foi uma estupidez sem tamanho, foi. A banda entra pelo meio da galera, sem segurança, sob o som do tema de Rocky e fingindo serem boxeadores. Showzão simples, carismático, emocionante, com todos os hits, as músicas novas se encaixando bem. "Selfish Jean" bem alta e mais pesada ("Se você me vir feliz, por favor olhe para o outro lado").

Boomp3.com

* Agora, sem mais nem menos, o Travis está lançando outro disco. Ainda estou esperando pelas memórias que o futuro vai trazer. Mas o conceitual Ode to J. Smith já tem algumas músicas disponíveis pela Internet.

Boomp3.com

* Aproveitei e compilei as quatro que já vazaram – além do lado B maravilhoso, "Sarah". O disco, pelo visto, vem mais rocker. "Something Anything" é irmã bastarda de "All I Wanna Do Is Rock". "Song To Self" é a volta de uma linha mais melancólica que o grupo perdeu desde 12 Memories. Ela está um pouco mais baixa que as outras. Mas dá pra aproveitar. See you soon...

Boomp3.com

Boomp3.com

Ironia

Sabe o homem que escreveu o livro "100 Coisas Para Fazer Antes de Morrer"? Morreu, aos 47 anos. E sem ter feito metade do que escreveu. Talvez se não tivesse perdido tempo escrevendo besteira...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Abre o jogo

Todo filme precisa começar bem. Crédito chulé com patrocínio de mil bancos e supermercados é coisa de cinema póbi. O lance é abertura grandiosa, com bastante efeitos. Lembro até hoje da "câmera virtual" de Clube da Luta no organismo de Tyler Durden e saindo pela boca-arma. E os créditos de Homem-Aranha? Então, dos mais recentes, a empresa Prologue faz um dos mais supimpas no mercado. Saca só a abertura do Homem de Ferro:

Essa e outras tantas podem ser vistas no site...

É NÓIS (2)

Ganhamos da Empire!! As QUATRO (toma, Chris Hewitt) CAPAS DA SET estão em todo lugar da Internet. Impressionante como esse filme está sendo acompanhado com uma lupa gigante.

Agradecimentos ao pessoal do Slashfilm, Movie Web e Coming Soon pelos links!

Curte 30 Dias de Noite?

Saca esse vídeo com a arte do desenhista Ben Templesmith, que me deve uma cópia de 30 Dias de Noite autografada desde que roubou minhas edições nacionais! Maldito.

The Art of Templesmith

A VOLTA DO CAVALEIRO DAS TREVAS

Cara, não sei qual fanboy fez esse pôster falso para o terceiro filme da era Chris Nolan no Batman, mas que ficou arretado de bom, ficou!! Tirando o nome do filme, que dificilmente será The Dark Knight Returns, já que existe a graphic novel máxima de Frank Miller com o mesmo nome.

Claro, o vilão do filme (aliás, nem o filme, mas sabemos que é IMPOSSÍVEL não rolar) foi confirmado, mas tudo indica que deve ser o Charada mesmo. Tenho minhas próprias teorias. Observe:

  1. Durante as filmagens, o roteiro de O Cavaleiro das Trevas vazou e tinha uma mente criminosa por trás dos planos do Coringa – falaram até que poderia ser o personagem do Anthony Michael Hall, o que não se confirmou.
  2. O Coringa, em determinado momento do filme, fala que "Não é o homem dos planos. Ele é apenas um cachorro correndo atrás dos carros e não sabe o que fazer quando consegue alcançá-los."
  3. Quando o vilão joga as regras para os ocupantes da balsa, uma tomada rápida de câmera mostra o palhaço LENDO UM BILHETE e não inventando aquilo da própria cabeça. E, cá entre nós, não imagino o Coringa sendo organizado ao ponto de escrever um bilhetinho para não esquecer o que deveria falar.
É isso. A caçada continua!

É nóis!

Capinha 1: O Comediante

Sim, é verdade. SET sai com quatro capas em setembro. A ocasião não poderia ser melhor: Watchmen. Ainda é um aperitivo para tudo que preparamos para a adaptação da maior obra de quadrinhos da história, mas nem por isso deixamos barato. Entrevistinhas exclusivas, primeiros detalhes das filmagens, cenas, uniformes, personagens... etc.

Capinha 2: Doutor Manhattan

A revista ainda tem minha visita ao set de Hellboy II: O Exército Dourado, bacanão filme de Guillermo del Toro e uma pancada de coisas legais, nerds ou não. Acredite, tem até um mega entrevistão de alto nível com Walter Salles e Daniela Thomas. Walter pouco fala pessoalmente, mas nós somos legais e fomos ao Rio pra isso.

Capinha 3: Espectral

A minha preferida? Rorschach, claro. Sempre. "Err... Hurm... O fim do mundo está próximo."

Capinha 4: Rorschach

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Guia de sobrevivência 2008

Depois de aguentar essas Olimpíadas toscas (para o Brasil, claro, onde o principal esporte é "Arremesso de Propina no Bolso de Políticos"), não tema. O mundo fica mais feliz a partir da semana que vem. Esqueça esse mês desgraçado. Setembro chega e, com ele, as nossas séries de TV. Juro por Deus, se Marx tivesse Torrent e TV a Cabo, ele não teria falado que a religião é o ópio do povo. Ópio é fichinha, barbudão! O lance é a volta de Hank Moody, Sylar, Michael Scott, Dwight, Liz Lemon, Charlie, Earl & Andy...

Bem, para não perder nada do que vem nos próximos dois meses (lembre-se, Lost e 24 Horas não estreiam agora), separei um mini-calendário americano (claro) com as séries que importam e algumas outras que servem de "prazeres proibidos". Coloquei as obrigatórias em destaque verde, as "verificáveis" em laranja e as "se tiver um tempinho pra testar, quem sabe não é melhor que a gente pensa" em azul. Aí tá (por ordem de data):

Gossip Girl (CW) Setembro. 1
One Tree Hill (CW) Setembro. 1
Prison Break (Fox) Setembro. 1
90210 (CW) Setembro. 2
Shield (FX) Setembro. 2
Bones (Fox) Setembro. 3
Sons of Anarchy (FX) Setembro. 3
Entourage (HBO) Setembro. 7
Life & Times of Tim (HBO) Setembro. 7
True Blood (HBO) Setembro. 7
Terminator: The Sarah Connor Chronicles (Fox) Setembro. 8
Fringe (Fox) Setembro. 9
Hole in the Wall (Fox) Setembro. 9
Jail (Fox) Setembro. 9
Til Death (Fox) Setembro. 10
House (Fox) Setembro. 16
It’s Always Sunny In Philadelphia (FX) Setembro. 18
Smallville (CW) Setembro. 18
Supernatural (CW) Setembro. 18
Primeval (BBCA) Setembro. 20
Boston Legal (ABC) Setembro. 22
Big Bang Theory (CBS) Setembro. 22
CSI Miami (CBS) Setembro. 22
Heroes (NBC) Setembro. 22
How I Met Your Mother (CBS) Setembro. 22
Two And A Half Men (CBS) Setembro. 22
Law & Order (NBC) Setembro. 23
The Mentalist (CBS) Setembro. 23
Without A Trace (CBS) Setembro. 23
CSI: NY (CBS) Setembro. 24
Knight Rider (NBC) Setembro. 24
Lipstick Jungle (NBC) Setembro. 24
New Adventures of Old Christine (CBS) Setembro. 24
Grey’s Anatomy (ABC) Setembro. 25
My Name Is Earl (NBC) Setembro. 25
Office (NBC) Setembro. 25
Ugly Betty (ABC) Setembro. 25
American Dad (Fox) Setembro. 28
Brothers & Sisters (ABC) Setembro. 28
Californication (Showtime) Setembro. 28
Cold Case (CBS) Setembro. 28
Desperate Housewives (ABC) Setembro. 28
Dexter (Showtime) Setembro. 28
Family Guy (Fox) Setembro. 28
Little Britain USA (HBO) Setembro. 28
Simpsons (Fox) Setembro. 28
Unit (CBS) Setembro. 28
Chuck (NBC) Setembro. 29
Life (NBC) Setembro. 29
Dirty Sexy Money (ABC) Outubro. 1
Friday Night Lights (DirecTV 101) Outubro. 1
Private Practice (ABC) Outubro. 1
Pushing Daisies (ABC) Outubro. 1
Everybody Hates Chris (CW) Outubro. 3
Numb3rs (CBS) Outubro. 3
CSI (CBS) Outubro. 9
Life On Mars (ABC) Outubro. 9
Eli Stone (ABC) Outubro. 14
South Park (CC) Outubro. 15
Crusoe (NBC) Outubro. 17
30 Rock (NBC) Outubro. 30

sábado, 23 de agosto de 2008

Filme mais esperado do ano (2)

Quem nunca pensou como seria legal nascer velho e morrer bebê. O gênio F. Scott Fitzgerald pensou também. Mas ele escreveu um conto. E esse conto está virando filme pela mente de David Fincher (gênio por trás de Seven, Vidas em Jogo e Clube da Luta) e com a face de Brad Pitt. em The Curious Case Of Benjamin Button, Pitt interpreta as feições de seu personagem desde o nascimento (velho) à morte fetal com recursos de captura de performance e essas maluquices todas. Seria ele o principal concorrente para Heath Ledger? Acho que não. A Warner deve brigar para colocar o vilão mais insanamente fantástico do cinema na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.

Se esse lance todo não chamou sua atenção para o filme. Leia o conto de Fitzgerald na íntegra. Estou bonzinho hoje.

Quem tem boca vai a Roma.

O site italiano TrovaCinema flagrou as filmagens da adaptação de Anjos e Demônios, primeira aventura do professor Robert Langdon. No cinema, contudo, a obra de Dan Brown se passa após os eventos de O Código Da Vinci. A direção continua nas mãos do inapto Ron Howard, que conversa amigavelmente com o astro Tom Hanks sobre o novo corte de cabelo. Pelo visto, nada de mullet. Deus seja louvado! Só falta o filme ser menos ruim que o anterior...

Urgente! (update com fotos!!)

Soube que o sábado do paulistano começou no caos. Tudo por conta de um protesto importantíssimo, levantado na Avenida Paulista, por causa do fim do... Salário Mínimo? A falta de ouro nas Olimpíadas? A corrupção no Governo? A inocência de Donatela?

Não.

...POR CAUSA DO FIM DO RBD!!!

Parei.

Acho que rolam umas fotos exclusivas mais tarde deste importante evento sócio-emo-brega-político que a juventude brasileira outra vez marca presença.

UPDATE>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> FOTOS PARA PROVAR QUE NÃO ESTOU MENTINDO!

Fotos cortesia das Anas Clara e Elisa, fãs incondicionais do RBD! ehehe

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

LO HERMANO

Crédito da foto (certeza que vocês querem divulgar isso?): CIA DA FOTO

Marcelo Camelo, vocalista e compositor do Los Hermanos e conhecido no Ceará como Marcelo Campelo, vai lançar o primeiro disco solo já em setembro e vai seguir os passos de Thom Yorke. Segundona, dia 25 de agosto, a primeira música de SOU, "Doce Solidão", estará disponível para audição. Já no dia 29, dez faixas do álbum poderão ser baixadas no mesmo site. O cantor já havia colocado duas músicas no MySpace e prepara uma tour que começa em Recife, no dia 29, no festival da amiga Aninha, o Coquetel Molotov, e passa por São Paulo em novembro, sete dias depois do Planeta Terra e (se Deus quiser) cinco depois do R.E.M.

Semaninha animada essa do meu aniversário. Já falei que nem precisava. Um Jesus And The Mary Chain já era suficiente.
;)

Postão para compensar a semana

POLÍTICA É POP!

Com a chegada do horário eleitoral, os primeiros sinais da palhaçada que é nossa política.

O meu preferido já é Sérgio Mallandro. E o melhor são as propostas, que reproduzo abaixo:
1º Mandamento – Gostar do povo;
2º Mandamento – Ter consciência e seriedade;
3º Mandamento – Ser mais humano;

4º Mandamento – Ter coragem;
5º Mandamento – Se colocar no lugar dos menos favorecidos;

6º Mandamento – Ter uma religião e acreditar em Deus;

7º Mandamento – Cuidar das crianças como se fossem seus filhos;
8º Mandamento – Lutar pelo direito de todos na saúde,educação, cultura, esporte,segurança e onde for preciso;
9º Mandamento – Ter vergonha na cara e saber que todos nós somos iguais, independente de raça ou classe social;
10º Mandamento – Saber que São Paulo nasceu para todos.
Repararam no segundo mandamento???? SERIEDADE??? O homem que cantava "Glu-Glu" e usa um imitador de Sílvio Santos no site da CAMPANHA diz que é preciso ter SERIEDADE? Sensacional!

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
O DIA QUE NUNCA CHEGA
Falando em seriedade, caiu na rede a nova música do Metallica. É Metallica "old times" com James Hetfield com um vocal meio... err... fino? Depois, volta à garganta rasgada. Acho que gostei bastante. Mas não ao ponto de morrer de espera pelo Death Magnetic. Saca só The Day That Never Comes abaixo:

Boomp3.com

>>>>>>>>>>>>>>>
GÊNIO EM AÇÃO!

Hayao Miyazaki está de volta. E Ponyo on the Cliff já foi visto no Japão pelo mesmo número de pessoas que viram Wall•E nos EUA. Err... num país mil vezes menor, o desenho já rendeu quase 100 milhões de dólares. A história, singela como sempre, conta a história de um peixinho que deseja ser humano e, ao fugir do oceano, consegue realizar o desejo e fica amiga de um garotinho. Parece mei besta, mas cê sabe como Miyazaji é. Preciso. Ver. Agora.

>>>>>
CORINGAMANIA 1A febre O Cavaleiro das Trevas não pára. O site Red Bubble tá vendendo umas camisas bem sacadas e longe das imbecilidades silk-screen do Brasil. Aproveite o dólar baixo e mande ver nesta maneira do Coringa. Custa uns 20 dólares, mas tá valendo.

CORINGAMANIA 2
Tem mais.
Saca só o vídeo abaixo do "Fatality" do Coringão no game Mortal Kombat Vs. DC Universe.



CORINGAMANIA 3
Terminando a onda Joker, o novo visual do vilão no game Batman - Arkham Asylum. Nada a ver com a graphic novel de Grant Morrison e Dave McKean.


CORINGAMANIA 3
Engraçado. As conseqüências do sucesso de Batman – O Cavaleiro das Trevas serviram para deixar a Warner mais confusa com os personagens da DC, editora também do grupo de entretenimento. Eles agora confirmaram que o Superman será reinventado NOVAMENTE (não tem redundância aqui) e os personagens terão seu lado mais "sombrio" destacado. Os executivos acham que o sucesso do morcegão se deve a isso. Então, Superman, um personagem hiiiiiiper-dark, precisa ser também. Já imagino a Mulher-Maravilha quebrando pescoços, com armadura negra e óculos escuros.

Burrice não tem limites mesmo. Vamos ver o que Mark Millar (O Procurado) consegue fazer, já que sua Red Son (Entre a Foice e o Martelo no Brasil), minissérie em quadrinhos com Superman é bem fraquinha.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

TERMINEI!

A dose semanal de Watchmen vem de uma forma diferente, abaixo. Legal, não?

Em tempo, o desenho bacanérrimo é de Evan Shaner.
Thanx, Queequeg.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Relembrar é viver!

Como não está no site da revista, coloco abaixo minha resenha de Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Esqueça tudo o que você entende pelo termo "filme de heróis". Batman - O Cavaleiro das Trevas inaugura uma nova era no gênero, ironicamente matando esse mesmo conceito de gênero. O longa de Christopher Nolan tem mascarados, vilões insanos, diversão de sobra e ação de tirar o fôlego. Mas não é um filme de heróis. O Cavaleiro das Trevas seria um filme sobre vilões, sobre o mal, sobre essa linha fina que separa o paladino do pecador. Troque as máscaras por, digamos, capuzes e chapéus e talvez estivéssemos diante de um thriller policial setentista com a crueza pesada de Sérpico e a psicologia de Taxi Driver; os dois somados à técnica brilhante de Fogo contra Fogo e aos culhões de Seven. Não é o tipo de longa que você esperaria ligado a uma produção assim? Problema seu. O nível do jogo agora é outro e todos precisarão correr atrás, seja com garras mutantes, seja com um simbolo de "S" no peito.

A progressão de Batman - O Cavaleiro das Trevas foi anunciada desde o final de Batman Begins. O que ninguém imaginava era o quão longe Nolan iria na reinvenção do Homem Morcego. Ao adicionar o Coringa e Harvey Dent, o diretor tomou a decisão de investigar a natureza da maldade. O primeiro, como ele mesmo se define, é um elemento do caos, alguém que criminosos comuns não conseguem compreender – e, a princípio, nem o Batman. Dent é o oposto: um homem realmente dedicado a ser a ordem de uma cidade suja, alguém incorruptível. No meio dos dois, o cinza, o vigilante que se veste como morcego e ajuda a polícia ao mesmo tempo em que é visto com fora-da-lei pelos mesmos tiras. Essa é a espinha dorsal do longa. Mas suas ramificações são ainda mais complexas.

A começar pela interpretação de Heath Ledger. Mesmo deixando qualquer emoção pela morte do ator de lado, estamos diante de uma das maiores atuações vilanescas da história do cinema – será que a Academia superará o preconceito para premiar uma produção baseada em quadrinhos? O Coringa de Ledger é um fascinante masoquista sem limites ou lógica. Numa das seqüências mais tensas do filme, ele é confrontado pelo Batman, que deseja saber porque o quer assassinar. "Não quero matá-lo", responde o Palhaço. "Porque faria isso? Para voar a matar criminosos de rua e gangsteres? Não, isso é muito chato." Sua missão fica mais clara perto do final do longa, quando pretende provar a teoria de que todo mundo tem um pouco de psicopata em si, bastando apenas "um empurrão". Apesar desse brilhantismo, o Coringa não é a única estrela de O Cavaleiro das Trevas. Aaron Eckhart supera-se e emociona com seu "inocente" e trágico Dent, e Christian Bale compreende de uma vez por todas o que diferencia seu Bruce Wayne/Batman de outros heróis cuja única preocupação é sustentar a tia velha ou conquistar a repórter gatinha.

Cada um desses elementos tem seu tempo para acontecer, mas Nolan não deixa nenhum segundo de vazio roteirístico atrapalhar a experiência profunda que organizou como uma ópera moderna. Enquanto estamos preocupados com um plano do Coringa, já existem mecanismos em movimento preparando o próximo ato. O melhor de tudo, mecanismos muitas vezes surpreendentes. Vão de julgamentos dignos de John Grisham a esquemas de corrupção policial no melhor estilo da máfia italiana de O Poderoso Chefão. O longa é tão complexo e violento que fica difícil achar que o herói chegará ao final ou que mortes não farão parte de seu cotidiano. Acredite, ninguém está seguro em O Cavaleiro das Trevas. Nem mesmo você. Já fez um check-up neste ano?
Nota: 10


Rodrigo Salem

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Homem de palavra!

Como prometi, cumpro. Mas demorei pra upar, porque o disco é chaaaaaato e as músicas loooooooongas.... Mas tem gente que paga pau. Então, com vocês...

THE VERVE - FORTH

HOMENAGEM A DUNGA!

ACORDA, TOM!


Tom Cruise levando umas porradas na cama para canalizar a dor no corpo da mesma mulher que está o espancando para que ela tenha prazer?

Quero ver se ele vai ter coragem mesmo para protagonizar Sleeper, adaptação por Sam Raimi de um dos gibis de espionagem/ficção científica mais maneiros que já li. O agente é infiltrado numa organização terrorista, todo mundo que sabe de sua dupla identidade é morto, ele passa a questionar seu próprio papel e ainda se apaixona por uma sadomasoquista. Ah, ele não sente dor e tem o poder (adquirido ao se aproximar de um artefato alienígena) de passá-la para quem o tocar.

A maluquice é roteirizada pelo especialista noir Ed Brubaker, hoje comandando Demolidor mensalmente. Só perde em crime nos quadrinhos para Brian Michael Bendis.

Se alguém me perguntar, duvido que o filme aconteça da maneira fiel. Principalmente, se o cientólogo-mor realmente levar a idéia a frente. Não esqueçamos: Tom sempre quis fazer Homem de Ferro. E????

Outra coisa: o filme vai mesmo se chamar Sleeper? Mesmo nome de O Dorminhoco, de Woody Allen?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PRECISA EXPLICAR?

O Alasca é aqui (Updated)

Não sei o que diabos deu em Jeff Tweedy. O cara vivia com enxaqueca desde criança, algo que o levou ao vício em drogas legais e internações. Um tratamento especial não curou, mas diminuiu a coisa assustadoramente. Isso se refletiu na simplicidade feliz e melódica do último álbum do Wilco, Sky Blue Sky. Melhor: numa turnê interminável que passou por todo o planeta (menos você sabe onde) e culminou em dois shows antológicos em Anchorage, simplesmente no Alasca. Olha, se eu não tivesse ido ver a banda num canto mais (alcoolicamente) melhor (New Orleans, duas vezes no famosos clube Tipitina's), teria me mandado meio "Into The Wild" pro Alasca. O melhor de tudo é que a banda mandou ver duas músicas novas nas noites de sol do longínquo e gelado estado americano. Ironicamente, uma delas se chama "Sunny Feelings". A outra, maravilhosa, é "One Wing", toda levada no piano e dona de uma guitarra chorosa no meio que é para humilhar qualquer grupo em atividade. Ouça as duas e entenda porque o Wilco não tem comparação ao vivo.

Boomp3.com


Boomp3.com

UPDATE>>>>> "One Wing" ficou mais interessante. O nome vem de uma águia careca encontrada no Alasca lutando para sobreviver no meio de um gigantesco vazamento de petróleo da EXXON, em 1989. A bichinha foi encontrada, levada para um centro de tratamento e perdeu uma asa. Sobreviveu com vários problemas de saúde por 19 anos, mas não foi sacrificada. Morreu em maio passado e virou inspiração pra poetas e, agora, para uma música de Tweedy. Bela lição para nosso Ibama. ;)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

FIRME ENQUANTO ELA SE VAI



A próxima revista SET vai ser toda dominada, mas isso está me deixando sem tempo para escrever algo além de ****** e ******* de ****** e Hellboy. Vai valer a pena. Para não ficar com nada hoje, resolvi colocar o showzão do Raconteurs no último Lollapalooza, em Chicago. A qualidade é maravilhosa, via webcast, e a apresentação é raivosa, com direito a uma versão de "Steady As She Goes" de levantar até a Jade Barbosa do chão (homenagem às Olimpíadas mais toscas da história, né, Brasil, il, il?). Sem contar que vai servir para uma amiga que não se liga em muitos blogs de MP3, mas adora a banda e vampiros (Jack White?). De nada, hein?

THE RACONTEURS - LIVE AT LOLLAPALOOZA

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Oasis - Nova música


Não era fã do Oasis. Então, não enchi meu saco ouvindo até morrer seco os dois primeiros discos da banda e nem sabia a letra de "Wonderwall" antes de comprar o Rock Band. Achava os caras malas pra caralho. Até entrevistá-los pela primeira vez. De repente, saquei o que o grupo representava e entendi a atitude "quero-mais-que-todos-se-fodam". Perguntei pro Liam se ele ia torcer para o Brasil na Copa, já que ele vestiva a camisa da seleção da CBF.

"Não, vesti isso porque todas minhas roupas estavam sujas!"

Em vez de ficar puto, saquei a galhofagem que era o Oasis. Ainda mais depois que ouvi as perguntas cretinas de alguns colegas de profissão. O Oasis é mais ou menos como o Obina é no Flamengo. Eles sabem que não são os melhores do mundo ou da história. Sabem que não são melhores que os Beatles. Mas a galera canta "ÔÔÔ, O OASIS NÃO ABRIU PRA YOKÔÔÔ!" e eles assumem o papel com maestria. Noel toca guitarra hoje como poucos e suas entrevistas são sempre repletas de comentários politicamente incorretos (vide a confusão com Jay Z em Glastonbury) de rachar o bico.

Tudo isso para dizer que vazou a primeira música do Oasis novo, Dig Out Your Soul. Quer dizer, vazou de verdade... Porque já tinha rolado uma versão remix (chulé) do Chemical Brothers para a coisa. É uma baladinha no estilo "The Importance Of Being Idle", cantada também por Noel Gallagher. De prima, curti. Mas dificilmente Noel compõe uma balada ruim. Agora, "Falling Down" nem vai ser o primeiro single. Rapaz, se "The Shock Of The Lightining" for ainda melhor, sai de perto.

Ah, ouve aê e depois me diz.

OASIS - FALLING DOWN

Radiohead e Clube da Luta

David Fincher, quando filmou Clube da Luta, queria que o Radiohead fizesse a trilha sonora do filme. Por alguma razão, não deu certo. Nesta semana, a BBC divulgou que a banda faria isso para outro filme adaptado de uma obra de Chuck Palahniuk, No Sufoco. O escritor falou que trabalhou no livro ouvindo "Creep" na repetição e que a banda teria gravado uma música nova para o longa que estréia em outubro nos EUA e foi apresentado em Sundance.

Tudo balela. Na verdade, Choke (No Sufoco) terá "Reckoner", do In Rainbows, nos créditos finais. Moitcho bom, mas quero ver se vai ter o mesmo impacto de "Where's My Mind", do Pixies, com a visão de prédios desabando ao final de Clube da Luta.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Busy day

Hellboy não me deixará postar direito hoje. Em compensação, divirta-se com esse blog sensacional que encontrei quando baixei o show novo da minha banda preferida (Wilco)....

http://mysticchordsofmemory.blogspot.com/


Somente shows. Todos com as fontes originais e talz. Muito lesgal. MESMO! Baixe Raconteurs, Wilco e Radiohead de uma só vez e morra feliz.

PS - Tem O Verve novo na área. Amanhã, comento e dou o link. Aviso: nunca fui fã da banda, apesar de amar "Sonnet", "The Drugs Dont't Work"...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

É bom ser famoso


Esse post não tem nada a ver com nada. Estava ouvindo U2 para escrever sobre o U2 3D e me deparei novamente com essa versão de "Kite", do All That You Can't Leave Behind. É uma versão mais longa, tocada em Sydney, com direito a uma homenagem a Cate Blanchett e um solo maravilhoso de The Edge. Essa versão só perde para a gravada no Slane Castle, no famoso show GO HOME!, que saiu em DVD para os mortais e num CD limitado para o fã clube do U2.

Para quem não sabe, "Kite" foi composta para o pai de Bono, com quem não nutria uma amizade muito quente – coisa besta mesmo, de irlandês marrento. A letra é sobre perda, incertezas, arrependimentos e constatações. Alguns dias antes do show no Slane Castle, na Irlanda, onde The Unforgettable Fire foi criado, o pai do cantor morreu. Sei que Bono é performático pra caramba, mas nunca vi algo tão emocionante. Vou ripar a música do CD uma hora e colocar aqui. Por enquanto, baixe a maravilhosa versão "australiana" de "Kite" e leia a letra abaixo.

KITE

Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it means
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did

'cause hardness, it sets in
You need some protection
The thinner the skin

I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone, or anything at all

Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know, which way the wind will blow
Who's to know when the time has come around
Don't want to see you cry
I know that this is not goodbye

In summer I can taste the salt in the sea
There's a kite blowing out of control on a breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me

I'm a man, I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes

Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know, where the wind will blow
Who's to know when the time has come around
I don't want to see you cry
I know that this is not goodbye

Did I waste it?
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Roof top to the basement
The last of the rocks stars
When hip-hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea
What was the big idea

NOFFA!

Dorian Gay... Aliás, Dorian Gray? Numa adaptação que os produtores adjetivaram de "visceral e dark"? Esse cabelo do Ben Barnes perde para o de Javier Bardem em Onde Os Fracos Não Têm Vez. E essa barbinha "Malhação" de Colin Firth é vergonhosa. Oscar Wilde, no entanto, ia gostar dos gatchinhos e só soltaria um "O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora." Eles que se entendam.

Vergonha...

PS - Foto, como vcs notaram, sob a responsa do Shocktilltyoudrop.

DE GRÁTIS: FRANZ FERDINAND

Tinha achado a música nova do Keane dançante e cool. Até ouvir "Lucid Dreams". O Franz Ferdinand, que deve aparecer por essas bandas novamente no começo do ano que vem, colocou a música em stream no site oficial. Você pode chegar lá e ouvir. Mas curto mesmo é colocar no iPod e ouvir bem alta. Ah, então baixe o MP3 aqui e sejE feliz com direito ao barulho do vinil e tudo. Ah, "Lucid Dreams", apesar de pegajosa e dançante e boa demais, não está confirmada no disco novo. Nem é o primeiro single. É para humilhar os clones...

PS - O MP3 é cortesia do Maybe Here Now.

POSTCARDS FROM THE FUTURE: NOKIA MORPH

iPhone é coisa do passado. Se você é um daqueles que não dormiu enquanto o brinquedinho da Apple não chegava, saiba que seu sono poderia ter sido gasto de maneira melhor. Sua insônia será muito maior com o NOKIA MORPH.

Morph, na verdade, é um conceito de nanotecnologia desenvolvido pela Nokia e a Universidade de Cambridge que deve ser aplicado aos produtos da empresa filandesa num futuro bem próximo.

Imagine um celular com a espessura de um fio de cabelo, flexível ao ponto de se transformar em relógio, se desdobrar para virar um celular e encolher para se ajustar ao ouvido - tudo sensível ao toque. Pois é assim que a Nokia deseja comandar o futuro das telecomunicações. O brinquedo (ou a idéia dele) só não faz chover, mas detecta níveis de poluição, mudança nos raios solares, tem capacidade centenas de vezes maiores que os celulares atuais, não quebra (a nanotecnologia é autoreparável), sua bateria solar é semi-inesgotável e a superfície do troço repele água, sujeira e marcas de dedo. Sim, ele liga, pode ser usado como MP3, tocador de vídeo , dá as horas e o diabo a quatro.O Nokia Morph ainda é uma visão meio Minority Report, mas quem viu o filme de Spielberg lembra muito bem que ainda não havia telas sensíveis ao toque na época de realização do longa. Agora, coisa comum não existe.

Quem quiser conhecer pessoalmente a parada, pode ir no Museu de Arte Moderna de Nova York, onde há uma exposição com os desenhos e o detalhamento da pesquisa ultramoderna.

Enquanto isso, veja um vídeo maneiro sobre as possibilidades do Nokia Morph, visite a página oficial do bichinho e lembre-se: Natal de 2011, quero o meu.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

PRINCES... ALIÁS, PRÍNCIPE DA PÉRSIA


Apesar de o filme ter sido adiado para maio de 2010, Jake Gyllenhaal foi flagrado nas filmagens de Prince Of Persia: The Sands Of Time, adaptação para os cinemas do game que revolucionou os PCs nos anos 90. Todo marombado, Jake agora anda com um novo apetrecho para sua imagem máscula: a atriz Reese Witherspoon (ah, você sabe... Legalmente Loira e coisas piores). Devo admitir que o filme de Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo) não me empolga, mas olha a carinha da Reese. Tá alegre a moiçola ou não? Será o calor do Marrocos ou o fato de Jake ser fã número 1 de Rufus Wainwright?

Dinheiro e nerdice de sobra?

Então separe 140 doletas para comprar essa maravilha nerdística que a Amazon.com está disponibilizando para o game Gears Of War 2.

O primeiro Gears Of War foi meu primeiro contato com o meu amigão, o XBOX 360, mas meu vício por futebol online nunca me deixou continuar o game. Não compraria uma edição cara dessas nem se tivesse a grana, mas apóio quem o fizer. Não tenha medo de levar cascudo dos amigos do colégio ou de perder a namorada. Um dia, isso vai valer o dobro. Mesmo que para seus filhos. Seja nerd e tenha orgulho disso!

PAUSA PARA O FUTEBOL

Esses caras são foda!

R.I.P.

Isaac Hayes foi encontrar Xenu e levar seu soul para outras almas (sacaram o trocadilho, hein, hein?). Bernie Mac provou que a medicina pode ser tosca em qualquer país e morreu sem deixar um filme bom como protagonista.


Medo de 2008...

PRA FECHAR O CAIXÃO

Sei que Zé do Caixão é um diretor inovador, fez obras-primas do terror B e talz. Mas, convenhamos, Encarnação do Demônio é horrível. Nem trash o filme é. É todo bonitinho e morre de amores por ter descoberto a maquiagem de horror no Brasil. São tomadas de cinco minutos de neguinho sendo pendurado pela pele, como se fosse algo realmente ousado e chocante – talvez para crianças de cinco anos. Não existe roteiro, o filme não tem nexo (os diálogos são incompreensíveis), não tem personagens, não tem comédia (a não ser pelo padre do Tenente Fábio gritando "MORRE, FILHO DA PUTA!"). Tem alguns ângulos bacanas, mas isso aqui não é geometria. Só salva o festival de mulheres peladas. Pelo menos isso não amansaram no Zé do Caixão. Sei que vão falar esses defeitos que listei é o que faz o filme ser legal. Não é. Desculpa, estamos em 2008. E não em 1968. E a única pessoa que tem crédito por causa do passado comigo é Zico. O resto tem que ralar como qualquer outro.

Mais uma para conta das decepções do ano...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Entourage - Quinta Temporada

Preciso escrever algo?

THAT'S ALL... FOLK.

Josh Rouse tocando em Natal.

Lembro quando anunciaram o Rolling Stones na cidade, tocando no Juvenal Lamartine (um estádio menor que o Parque Antártica).

Ok, a comparação não existe, porque não é picaretagem (era apenas um ex-Stone e a apresentação nem rolou por falta de procura pelos ingressos) e Josh Rouse tá longe de ser um Mick Jagger. No entanto, isso me deixa com medo dessa paixão atrasada dos indies brasileiros pelo folk rock. Daqui a pouco vão descobrir Ryan Adams, Willie Nelson, Neil Young, Nick Drake... Cristo Santo.

DIRETO PRAS PRATELEIRAS: RESSACA DE AMOR


Não me perguntem qual o critério para lançarem filmes nos cinemas brasileiros (eu sei, mas prefiro não falar). Coisas como Drillbit Taylor são lançadas sem dó e piedade para ficarem três dias em cartaz e sumirem, mas uma das melhores comédias do ano, Ressaca de Amor, é ignorada. Pô, não estamos nem falando num filme que foi fracasso. A parada rendeu uma bela grana, se pagou facilmente e ainda é divertida pra cacete.

Ressaca de Amor é mais uma da turma do Judd Apatow (O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos, Superbad) e traz o piteuzinho Kristen Bell (Veronica Mars, Heroes) no papel de uma estrela de TV (uma série tipo C.S.I., mas sexual) que mete o pé na bunda do namorado, o hilário Jason Segel. O mané vai para o Havaí esquecer a menina, mas termina no mesmo hotel que ela curte "férias" com um rockstar inglês, vivido pelo comediante britânico Russell Brand (anote esse nome, o cara já é astro na ilha da rainha). Não sei se a ópera rock Drácula é a parte mais engraçada ou as piadas dúbias finalmente ganham nova roupagem (ou falta dela). Mas a comédia sabe equilibrar bem melancolia com galhofagem extrema. Nudez e personagens bem construídos. O cinema nem vai fazer falta com o DVD cheio de extras. E ainda tem o gordinho de Superbad...

DE GRÁTIS: KEANE


Keane é uma banda estranha pra mim. Na Bélgica, os caras tocaram no maior festival do país depois do Killers e antes somente de (urgh) Peter Gabriel. Aqui no Brasil fizeram dois shows (!) no imenso Credicard Hall com pouco mais de duas mil pessoas em cada noite. Em Leuven, lembro de quase ser linchado por um grupo de garotas quando um amigo que mora na Holanda falou que a banda era uma merda. Só depois de cantar "Bad Dream" inteira, elas relaxaram. ;)

Aqui no Brasil, os shows foram mais legais. A performance foi a mesma. Mesmos recursos e empolgação, porém num canto semi-vazio e menor em comparação ao tal festival. É uma banda que funciona muito bem ao vivo e o Tom Chaplin é mais carismático que parece. Sem contar que é cachaceiro, o que ganha pontos na minha agenda.

Pois bem. O Grupo parou pra gravar um disco novo. O estúdio na Inglaterra tinha uma bandeira imensa do Brasil, mas o trio se mandou pra Berlim, Paris e Los Angeles. O resultado sai agora em 13 de outubro.

Pra comemorar, o Keane mandou ver um MP3 grátis do primeiro single de Perfect Symmetry, chamado "Spiralling". Se a banda é fanática pelo U2 (nunca ouviu o cover de "With or Without You" no DVD Strangers?), "Spiralling" é a "Discotheque" do Keane. No bom sentido, sério. Curto as duas. Você só precisa colocar o e-mail no site oficial e um link é enviado instantaneamente. Vale a pena.

SPEED RACER

Até parece que um acidentezinho de carro vai matar o motorista da Miss Daisy. Ou o criador do novo batmóvel. Ou o detetive que acha a cabeça de Gwyneth Paltrow (Somerset). Ou o dr. Alex Cross.

Ou Deus.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

PODER PARA O POVO!


Nunca vi meu filme preferido, O Poderoso Chefão, nos cinemas. Queria poder assistir a This Is Spinal Tap na telona. Ou rever Grindhouse de maneira completa. Se mais gente topar, há o Moviemobz. Não vou fazer propaganda do troço, mas que é legal é. Uma galera se reúne para escolher um certo filme, depois a empresa marca a sessão num cinema e, pá, rola o show. Tipo, uma sessão de DVD em casa, mas no cinemão e baratinho (seis pilas). Já tou lá registrado. A primeira mobilização é de responsa. Amanhã, terça, dia 6, no Espaço Unibanco: A Batalha de Argel. Sabadão, Diário dos Mortos.

Alguém faça logo a trilogia O Senhor dos Anéis (extendida, rola?), todos os Woody Allen e os primeiros de Scorsese. Também topo fazer uma sessão dupla com O Poderoso Chefão, ok? Ok, nem pedi Coração Valente. Mas...

Para quebrar vidraça!

Sabe como a gente saber que o Radiohead é genial? Quando "gênios" como Gnarls Barkley fazem um cover de "Reckoner" e transformam a música na coisa mais horrível do universo. Ei, Mouse, a voz murmúrio de Thom Yorke não é para qualquer zé, falou?

Não acredita? Ouça: Gnarls Bakley - Cover de Reckoner

Rock on

Putz, Eddie Vedder retomou os shows da turnê solo da trilha sonora de Into The Wild (Na Natureza Selvagem. Não viu? Veja logo). Olha só o posterzinho do evento. Quero um.